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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Secretário de Finanças de Juazeiro do Norte aparece na lista de beneficiários do auxílio emergencial



O secretário de finanças de Juazeiro do Norte, Paulo André Pedroza de Lima, figura na lista dos beneficiários do programa de auxílio emergencial do Governo Federal. A informação consta no Portal da Transparência e foi obtida através de um levantamento realizado pela reportagem da rádio CBN CARIRI.

Advogado, empresário e economista, Paulo André foi nomeado pelo prefeito Glêdson Bezerra (Podemos) para chefiar a pasta das finanças no dia 1º de janeiro e vai receber um salário bruto que chega a R$ 10 mil.

Em nota, o Ministério da Cidadania informou que tem atuado em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal para identificar possíveis fraudes no auxílio emergencial.

A pasta ainda diz que desde dezembro tem enviado mensagens de SMS alertando os cidadãos para devolução dos recursos que, porventura, tenham sido concedidos de forma indevida.

O secretário Paulo André foi procurado e, por meio da assessoria de imprensa, confirmou o recebimento, não só das três parcelas, mas de todos os pagamentos do auxílio emergencial efetuados até dezembro.

No entanto, nega que tenha havido ato ilícito. Disse ainda que na época em que o benefício foi concedido, cumpria todos os requisitos para ter acesso ao programa e que os seus rendimentos estão disponíveis na base de dados da Receita Federal.

Até o momento, nem o prefeito Glêdson Bezerra e nem sua assessoria de manifestaram sobre o assunto.

Auditoria

Em junho do ano passado, uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que ao menos 620 mil pessoas receberam a ajuda emergencial criada pelo governo mesmo sem ter direito.
O programa foi criado em abril e se estendeu até dezembro do ano passado com o objetivo de auxiliar beneficiários do Bolsa Família, desempregados e trabalhadores informais afetados pela pandemia.

Os beneficiários teriam de ter renda individual de até R$ 522 ou familiar no limite de R$ 3.135. O relatório do TCU, no entanto, indicou que pessoas com renda superior à estipulada, empresários e até presos tiveram acesso ao dinheiro.

(Luciano Cesário/O Povo-CBN)

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