Inaugurado em setembro de 2025, o Espaço Evoluir celebrou nesta quinta-feira, 1º, o marco de 8.183 atendimentos em um ano de funcionamento. Para comemorar esse momento, a equipe do núcleo programou uma manhã repleta de diversão, reunindo crianças, adolescentes, profissionais e famílias no universo da ludicidade.
Com 305 pessoas atendidas, sendo 226 crianças e adolescentes e 79 pais, o Espaço Evoluir representa uma política consolidada na Câmara de Fortaleza. O presidente da Casa, Leo Couto (PSB), reforça o compromisso da gestão com a inclusão, estimulando o desenvolvimento de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e síndrome de Down.
O Espaço Evoluir tem uma proposta humanizada e qualificada que, por meio de uma equipe multidisciplinar voltada para a escuta e o acolhimento, tem alcançado resultados que impressionam as famílias acompanhadas pelo núcleo. O nosso objetivo é crescer e ampliar o serviço, acolhendo mais famílias, e nos tornarmos um referencial no cuidado e no desenvolvimento de crianças e adolescentes neurodivergentes”, reforçou Leo Couto.
Celebrando as evoluções
Com um ambiente todo colorido e pensado na integração, a celebração proporcionou que as crianças e adolescentes fossem os protagonistas da festa. Todo o ambiente e a programação priorizaram estímulos pedagógicos e o conforto sensorial dos pequenos.
Na festa, as crianças puderam brincar do jeito que gostam, com diversão e ludicidade, mas também com um aprendizado significativo. Na mesa do bolo, todas as lembrancinhas eram sensoriais, para que as crianças levassem para casa uma extensão do Espaço. Para festejar o momento, também foi elaborado um jogo da memória com os próprios profissionais do núcleo para cada criança do Espaço.
A coordenadora do Espaço Evoluir, Cinthya Viana, ressaltou o empenho coletivo para construir um espaço que vá além do acompanhamento clínico tradicional e se torne um ambiente de transformação diária.
“Neste primeiro ano do Espaço Evoluir, celebramos a evolução de cada criança e o fortalecimento desse projeto, que se tornou um motivo de grande orgulho para as pessoas e para a Câmara de Fortaleza. Trabalhamos em equipe para que o projeto tomasse a dimensão transformadora que tem hoje, focando sempre em acolher, desenvolver, incluir, orientar e celebrar”, destaca Cinthya Viana.
Além do atendimento clínico
Para o coordenador do Centro de Promoção à Saúde do Servidor, Dr. Filipe Mota, o núcleo representa uma mudança na forma como o serviço público acolhe as demandas dos servidores e de seus familiares, instituindo uma nova política na Casa.
“Foi um ano de aprendizados, desafios e histórias — não apenas dos profissionais e colaboradores que abraçaram a causa, mas também das famílias. Não estamos
preocupados apenas com o que a criança precisa hoje, mas com onde ela pode chegar. Este primeiro ano é o início de um capítulo grandioso para criar novas oportunidades.”
A gestora de Inclusão da Casa, Lívia Vasconcelos, pontuou a relevância do Espaço Evoluir dentro da política institucional, conectando o cuidado com o desenvolvimento de crianças e adolescentes com o futuro. “É a realização de um sonho e a transformação de vidas e famílias. O atendimento a crianças neurodivergentes é um grande gargalo na sociedade, e apoiar essas famílias é um avanço enorme. Além disso, a política de inclusão da Casa se conecta com este trabalho: os adolescentes atendidos têm como espelho profissionais com deficiência que hoje trabalham na Câmara, demonstrando na prática a possibilidade de independência e futuro.”

Um ano de conquistas
Para as famílias, especialmente para quem acompanha de perto os atendimentos no Espaço Evoluir, os resultados aparecem nas pequenas conquistas cotidianas: na ampliação da comunicação, na diminuição da resistência social e na autonomia.
A musicoterapia foi um estopim de evolução”. (Edilene Fernandes – mãe de Vitor)
Edilene Fernandes, mãe de Vitor Emanuel (8 anos, com TEA), relata como a intervenção multidisciplinar transformou a relação do filho com o ambiente ao seu redor.
“O Vitor era muito antissocial e sensível a ruídos. Quando ele começou a musicoterapia e a terapia ocupacional, achei que ele não se adaptaria pelo barulho. Pelo contrário: a musicoterapia foi o estopim para o desenvolvimento dele. Ele teve um avanço muito consistente, aprendeu a conversar mais comigo e a expressar o que sente.”, relata Edilene.
“Um espaço onde ela se sente bem e quer estar” (Cristiane Souza.
Cristiane Souza, mãe de Juliana, observa avanços expressivos na mobilidade, na comunicação oral e na interação com outras crianças.
“A evolução da Juliana foi enorme. Ela tinha muito desequilíbrio ao andar na rua e, com a motricidade, melhorou significativamente. Em menos de dois meses de fonoaudiologia, já conseguimos entender o que ela fala. Ela interage mais, cuida das outras crianças e se arruma com alegria para vir para cá. É um ambiente onde ela se sente livre e acolhida”, comemora Cristiane.
Relatos que, para Cinthya Viana, mostram que a caminhada do Espaço Evoluir tem sido pautada na evolução coletiva.
“Celebrar um ano do Espaço Evoluir é, acima de tudo, celebrar a evolução de cada criança. Como coordenadora, é extremamente gratificante celebrar este momento. Um ano que merece ser celebrado e está sendo celebrado no melhor formato, com as famílias, com os servidores e as crianças. O Espaço Evoluir é sinônimo de acolhimento e um dos serviços em que recebemos esse retorno dos atendimentos. Nós acolhemos todos que entraram aqui em busca de uma orientação. O acolhimento é um dos pontos principais do núcleo”, pontuou.
Com capacidade inicial para atender cerca de 60 crianças e adolescentes, o Espaço Evoluir vai muito além do atendimento terapêutico. Ele conta com salas de psicomotricidade, musicoterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico, nutricional e neuropediátrico, todas pensadas para estimular habilidades, fortalecer vínculos e promover autonomia.
Funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com atendimentos agendados, o Evoluir atua conforme avaliação e acompanhamento periódico dos profissionais de saúde, garantindo acolhimento, inclusão e desenvolvimento integral para o público atendido.