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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Cuidados com a Covid-19 devem continuar após vacinação


Com a aprovação das vacinas contra a Covid-19 pela Anvisa, brasileiros têm esperanças renovadas de tudo voltar a ser como antes da pandemia; com abraços apertados, reencontros entre amigos e familiares, além poder sair de casa sem máscara. 

Rodrigo Gonçalves Calazans, arquivista em Brasília, conta o que espera após a vacinação. “Que a vida volte ao normal, que possamos encontrar nossos amigos, nos reunir com a família, sem medo de trazer a doença para as pessoas.” 

Já Isabella Costa de Sousa, estudante brasiliense, está mais cautelosa quanto a tudo voltar ao normal rapidamente. “Acho que mesmo após tomarmos a vacina, ainda vai demorar um tempo para as coisas voltarem completamente ao normal. Pelo menos inicialmente, ainda vamos ter que usar máscara. Mas tenho esperança de que, pelo menos assim, abaixem os números de mortes, especialmente entre os idosos”, comenta.

Segundo a epidemiologista da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel, Isabella tem razão. Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, a especialista afirma que, mesmo com o início da vacinação contra a Covid-19, é preciso que 70% da população esteja vacinada, para atingir a chamada imunidade de rebanho – o que pode demorar. “2021 vai ser um ano que ainda vamos  utilizar máscara, vai precisar fazer distanciamento físico. Álcool em gel e a lavagem das mãos vão ser nossos aliados”, recomenda.

A professora titular do Instituto de Ciências Biológicas, da Universidade de Brasília (UnB), Anamelia Lorenzetti Bocca, explica que nenhuma vacina apresentou 100% de proteção na população testada, até o momento. “Isso significa que uma parte das pessoas, que vão receber a vacina, vai ser capaz de transmitir o vírus para outras pessoas. Por isso, mesmo tomando a vacina, precisamos continuar usando máscaras”. No entanto, baseada nos testes clínicos da fase 3, a professora ressalta que as pessoas que tomarem a vacina, e ainda ficarem doentes, terão sintomas clínicos muito mais brandos.



Fonte: Brasil 61

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