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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Russomano lidera corrida para prefeitura de São Paulo

 Na corrida eleitoral para a prefeitura de São Paulo, o deputado Celso Russomano (Republicanos-SP) saiu na frente, com 24% das intenções de voto . O jornal O Estado de S.Paulo publicou hoje (20.set)  a primeira pesquisa eleitoral feita após a confirmação da lista de candidatos que concorrem à Prefeitura de São Paulo. Em 2º lugar na pesquisa está o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), com 18%. Covas é seguido de Guilherme Boulos (Psol), que tem 8% das intenções de voto, e Marcio França (PSB), com 6%.


O PT, que sempre teve boa atuação nas campanhas paulistas, estreia na corrida eleitoral em significativa desvantagem em relação aos líderes. O candidato do partido, Jilmar Tatto, tem apenas 1% das preferências, o mesmo que os "nanicos" Levy Fidelix (PRTB) e Vera Lucia (PSTU).

Joice Hasselmann, ex-aliada do presidente da República e ex-líder do governo federal no Congresso, tem apenas 2%. O ex-tucano Andrea Matarazzo (PSD) tem 1%, mesma taxa dos estreantes Marina Helou (Rede) e Filipe Sabará (Novo). 

O levantamento do Ibope foi realizado a pedido da Associação Comercial de São Paulo.A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº SP-04089/2020. Foram entrevistadas 1.001 pessoas entre os dias 14 e 20 de setembro. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. O nível de confiança estimado é de 95%. 

O Ibope também ouviu a opinião dos paulistanos sobre em quem eles não votariam de jeito nenhum. O mais rejeitado, com 30% das respostas, é o atual prefeito, Bruno Covas. Celso Russomano vem em seguida (24%). 

Cabos eleitorais 

O instituto perguntou aos entrevistados se eles ficariam mais ou menos propensos a votar em candidatos que recebessem o apoio do presidente Jair Bolsonaro, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador João Doria e do ex-governador Geraldo Alckmin. Em todos os casos, as respostas negativas superaram as positivas, deixando - pelo menos neste início de campanha - os líderes nacionais meio de lado como bons cabos eleitorais dos candidatos.

O apoio do presidente Jair Bolsonaro não é tão bom para os candidatos. Quase a metade dos eleitores paulistanos (47%) afirmam que uma indicação do presidente a um candidato reduziria sua vontade de votar nessa pessoa. Desse total, 41% afirmam que a vontade diminuiria muito, e 6% que diminuiria um pouco.

Apesar de afirmar que não vai participar das eleições municipais neste início de campanha, o presidente Jair Bolsonaro já sinalizou seu apoio a Celso Russomanno (Republicanos-SP). No sábado (19.set), Bolsonaro republicou um vídeo em que o aliado rebate críticas do deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) a fiscalizações do Ministério da Justiça sobre o aumento do preço do arroz.




Outros apoios de líderes políticos nacionais também não agradam os paulistanos. Um terço dos entrevistados (32%) se declaram muito ou pouco inclinados a votar em um candidato a prefeito impulsionado pelo ex-presidente, Lula ,do Partido dos Trabalhadores.

O levantamento do Ibope mostra ainda que a influência positiva do governador João Doria ao manifestar apoio a alguém seria de 16%, enquanto a negativa seria o triplo disso (48%). No caso do ex-governador Geraldo Alckmin, a proporção é a mesma: a taxa de eleitores que rejeitariam o apoio do tucano a um candidato (45%) é o triplo dos que veriam isso como positivo (15%). 

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