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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Morre o jornalista Newton Pedrosa, um dos pioneiros do colunismo político cearense

Morreu nesta quinta-feira (24) em Fortaleza o jornalista cearense Newton Pedrosa aos 83 anos. O corpo está sendo velado na funerária Ternura e o sepultamento será às 10 horas desta sexta-feira (25) no cemitério São João Batista. Francisco Mozenito Soares Pedrosa, nome de batismo, nasceu em 20 de julho de 1937 no município de Pedra Branca.

Morre o jornalista Newton Pedrosa | eliomar-de-lima | OPOVO+Newton teve uma carreira brilhante no jornalismo político cearense. Além de bom profissional, era excelente e respeitoso colega. Só durante o mandato de Adauto Bezerra, como governador do Ceará, Newton não atuou no jornalismo. Ele foi o chefe da comunicação do Governo. Deixou de trabalhar faz pouco tempo, mas nunca deixou de, vez por outra, frequentar a Assembleia Legislativa.

Bem informado, responsável, foi destaque sempre por onde passou, a partir dos jornais dos Diários Associados: Correio do Ceará e Unitário, assim como na Tribunal do Ceará e no jornal O Estado, para citarmos apenas o meio impresso de comunicação.

Newton, ainda criança, foi morar na cidade de Juazeiro do Norte com os pais, Josias Pires Pedroza e Maria Figueira Pedroza, onde estudou no Colégio Salesiano e no Grupo Escolar Padre Cícero. Em 1955 fez o exame para o Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar do Ceará, hoje academia de Polícia Edgar Facó. Apesar de aprovado nos exames, desistiu da carreira militar.

Iniciou sua vida profissional em 1956 na Rádio Iracema de Juazeiro do Norte como cronista político.

Veio para Fortaleza em 1957 para estudar no Colégio São José e depois Fênix Caixeiral onde concluiu o Curso Científico. Ainda em 1957 trabalhou no jornal O Estado, depois na Rádio Uirapuru onde permaneceu por onze anos. Durante esse período trabalhou também nos jornais Tribuna do Ceará, Correio do Ceará, Gazeta de Notícias, Correio do Ceará e depois na rádio Iracema de Fortaleza.

Trabalhou também nos anos 80 na rádio Cidade e na TV Cidade onde fazia um comentário político dentro do jornal noturno da emissora.

Em 1962 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará concluindo o bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais em 1966. Era advogado inscrito na OAB sob o número 1652.

Foi funcionário efetivo do Dnocs desde 1964. Foi chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Transportes da Prefeitura de Fortaleza na gestão do prefeito Murilo Borges; assessor de imprensa do Vice-governador do Estado, Humberto Bezerra entre 1971 e 1972; diretor de comunicação da Emcetur de 1974 até março de 1975; chefe da Assessoria de Imprensa (hoje Secretaria de Comunicação) dos governos Adauto Bezerra e Waldemar de Alcântara; diretor de Esportes da Fundação de Assistência ao Desporto do Estado do Ceará nos governos Virgílio Távora e Manoel de Castro; e diretor de Assuntos de Organização Administrativo do Governo do Estado em 1985 no governo de Gonzaga Mota.

Também em 1985 recebeu o título de Cidadão de Fortaleza pela iniciativa do então vereador Raimundo Linhares e sancionado pelo prefeito José Maria de Barros Pinho.

O jornalista Newton Pedrosa era casado com a senhora Maria Elisa Ribeiro Pedroza e deixa três filhos: Antônio Augusto, Maria Luiza Ribeiro Pedroza e Ana Cristina Ribeiro Pedroza.

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