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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Justiça determina suspensão de anúncios irregulares feitos por Wagner Sousa

 


A Justiça eleitoral determinou, na tarde deste domingo (11), o prazo de uma hora para que os candidatos Wagner Sousa e Kamila Cardoso suspendam os anúncios irregulares no buscador do Google e notificou o Google Brasil para fornecer explicações, no prazo de dois dias, sobre a veiculação dos anúncios. A decisão atende pedido da coligação “Fortaleza Cada vez Melhor”.


Os candidatos Wagner e Kamila estavam utilizando de forma ilegal o Google ADS, ferramenta de anúncios do Google, ludibriando o eleitor que, quando pesquisava a palavra Sarto, se deparava com anúncios de Wagner.


Na decisão, o juiz Ademar da Silva Lima, da 2ª Zona Eleitoral de Fortaleza, ressaltou que a manobra usada é “conduta desleal” e “gera confusão no eleitor”. “Tal modo de proceder, vale dizer, a pesquisa ser destinada a um candidato e o resultado que primeiro aparece diz respeito a outro (direcionamento em primeiro plano), apresenta-se irregular, eis que gera confusão no eleitor que faz a busca, produzindo distorções na informação que se pretende efetivamente obter, sendo conduta desleal, que fere um mínimo de moralidade que deve guiar toda a propaganda eleitoral, prática que deve ser rechaçada prontamente pela Justiça Eleitoral”, afirmou o Juiz.


De acordo com a decisão, os candidatos da coligação Uma Fortaleza de Todos têm dois dias para apresentar a cópia do contrato que gerou o anúncio de direcionamento de busca, “advertindo-se que se presumirá o prévio conhecimento caso os representados não apresentem a cópia do respectivo contrato no referido prazo”. O juiz solicita ainda que o Google seja intimado a informar, também no prazo de dois dias, as datas de veiculação do anúncio e das suas eventuais suspensões até a data de cumprimento da ordem judicial de cessação.

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