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terça-feira, 20 de abril de 2021

Vereadores de Juazeiro saem na defesa de moradores que tiveram construções derrubadas


Após repercussão negativa de uma ação da prefeitura de Juazeiro que expulsou moradores de um terreno e demoliu algumas construções, alegando estarem ocupando o espaço de forma irregular, aconteceu na tarde desta segunda-feira, 19, na nova sede da Câmara de Juazeiro, uma reunião para tentar resolver a situação. 

A reunião foi solicitada pelo vice-presidente da Casa, Capitão Vieira e contou com as presenças do Presidente Darlan Lobo, dos vereadores Bilinha e Márcio Joias, além dos secretários Doriam Lucena, da Segurança, José Maria Pontes, da Infraestrutura, Diogo Machado, do Meio Ambiente e alguns dos moradores que se dizem injustiçados. Eles afirmam ter escrituras dos terrenos e casas onde estavam residindo ou construindo.

Vieira reclama que os secretários no ato da ação sequer apresentaram ordem judicial ou autorização de qualquer natureza para realizar a operação. “Vamos procurar a Delegacia e o Ministério Público para que o município mostre que o bem lhe pertence e que os documentos apresentados pelos moradores não são verdadeiros, como alega a prefeitura, para que todos tenham seus direitos preservados.

O Presidente Darlan Lobo diz que a ação do município, realizada no último sábado, foi totalmente irregular, pois, demoliram construções iniciadas, sem nenhuma notificação ou publicação, configurando abuso de poder. O certo, segundo Darlan, é resolver de melhor maneira, para que o cidadão que comprou não perca o que investiu. “O município deve fazer a desafetação da área e ir atrás do verdadeiro criminoso que vendeu ilegalmente o bem do município, e não chegar demolindo bens de cidadãos”, declara.  

Um dos que alegam ser proprietário, Ernane Gomes, conta que não foi notificado e que recebeu a visita da equipe da Prefeitura já avisando que a sua casa seria derrubada e ficou apreensivo. 

O Secretário de Infraestrutura, José Maria Pontes, explica que o processo vem sendo feito de forma correta pela municipalidade. As moradias, de acordo com ele, foram derrubadas obedecendo às normas jurídicas.

(Ascom)

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