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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Lula se reúne com dirigentes partidários para acalmar ânimos e evitar racha antecipado do PT no Ceará


 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem, nesta segunda-feira, em Fortaleza, um dia de agenda cheia. Um dos encontros mais longos começa às 11 horas, no Hotel Gran Marquise, com os dirigentes estaduais do PT e tem na pauta uma avaliação sobre o quadro eleitoral no Ceará. À mesa, estarão os dirigentes regionais, prefeitos, vereadores da Capital, os deputados estaduais e federais da sigla.

Pré-candidato à Presidência da República, Lula quer manter o PT unido em todos os estados com o discurso de que a luta é para derrotar o atual presidente Bolsonaro e, para isso, os conflitos internos, assim, como as brigas com aliados devem ser adiadas em nome da disputa pelo Palácio do Planalto. A construção de um amplo palanque, na avaliação das lideranças nacionais, é fundamental para a chegada ao segundo turno, daí a necessidade dos ânimos mais exaltados serem contidos e o racha antecipado ser evitado.

O tom de moderação é direcionado aos grupos do PT no Ceará que divergem sobre a aliança com o PDT que governa o Estado nos últimos 15 anos: essa linha é puxada pelo deputado federal José Airton Cirilo e, também, pela deputada e ex-prefeita de Fortaleza, Luiziane Lins. Eles defendem o fim da aliança com o PDT para o lançamento de candidatura própria ao Governo do Estado. O governador Camilo Santana tenta, também, administrar os conflitos.

COMPROMISSOS DE PRÉ-CAMPANHA

A agenda do ex-presidente Lula tem, também, nesta segunda-feira, em Fortaleza, reuniões com as lideranças estaduais do PSOL, PSB, PC do B e MDB. Lula tem defendido o diálogo com todas as siglas que já fizeram parte de alianças com o PT, que ajudaram o partido a governar, e que podem estar ao seu lado nas eleições de 2022. O entendimento para uma coligação partidária mais ampla passa pela costura de acordos nos Estados. Outra longa conversa do ex-presidente Lula será com o presidente regional do MDB, ex-senador Eunício Oliveira.

Lula deverá se reunir, também, com o senador Cid Gomes (PDT) porque aposta que, em um eventual segundo turno, pode atrair os pedetistas para o seu palanque. O quadro atual é de animosidade com setores do PDT em função das duras críticas do presidenciável Ciro Gomes ao PT e ao próprio ex-presidente Lula.

(Ceara Agora)

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