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terça-feira, 18 de maio de 2021

Grupo Pague Menos compra rede Extrafarma, diz agência internacional Reuters


A rede de drogarias cearense Pague Menos pode se tornar a segunda maior do País caso finalize a compra da rede de drogarias varejistas Imifarma Produtos Farmacêuticos e Cosméticos S.A (Extrafarma), sob gestão do grupo Ultra. Segundo informações da agência de notícias Reuters divulgadas nesta manhã, ocorreu uma reunião entre as partes na noite desta segunda-feira, 17, para a formalização da compra. A empresa cearense, porém, negou que a compra tenha sido oficializada e frisou estar ainda em fase de negociação e "sem qualquer garantia" de que a transação será efetivada. 

A Reuters afirmou que ouviu duas fontes que acompanharam as negociações e destacou que o valor da compra das 402 lojas da Extrafarma pela cearense acertado durante a suposta reunião teria sido de R$ 600 milhões. 

A venda da rede de farmácias varejista faz parte das ações de remodelagem do modelo de negócio do grupo Ultra e havia sido anunciada ainda em dezembro de 2020. O principal objetivo da gigante nacional é abrir mão de ativos de segmentos diversos, abandonando a ideia de se tornar um grande hub do varejo nacional, para concentrar ações no setor de principal atividade do grupo, o de óleo e gás. 

Na gestão da rede Extrafarma há pouco mais de 7 anos, o grupo Ultra investiu bastante em sua expansão, especialmente na região Sudeste, mas apesar do faturamento estimado em R$ 1,5 bilhão, não conseguiu consolidar uma forte concorrência na região. Ao anunciar a venda, o grupo já divulgava a expectativa de compra da rede por uma "grande rede de farmácias fique com o ativo, que é especialmente forte na região Norte". 

Caso a Pague Menos avance nas negociações e oficialize a compra, integrará em sua gestão um reforço aproximado de um terço do atual número de lojas, contabilizado em 1.101 unidades em 325 municípios até o fim do primeiro trimestre de 2021. No mesmo período, a empresa cearense acumulou lucro líquido de R$ 44,2 milhões, registrando alta de 380% em relação a igual período de 2020.

Com 8,5% das lojas maduras e vendas impulsionadas pela pandemia de Covid-19 e fortalecimento do mercado online, desde o IPO (oferta inicial de ações) na B3, em setembro do ano passado, as ações da companhia têm valorização acumulada de 12,9%.

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