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segunda-feira, 16 de maio de 2022

"A internet deu voz aos imbecis", diz Alexandre de Moraes sobre milícias digitais


Relator dos inquéritos da fake news e dos ataques às instituições, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse neste sábado, 14, que a Corte não irá se "acovardar" diante de "milícias digitais de extrema direita". Afirmando que as eleições deste ano estão garantidas, Moraes ainda rebateu críticas de “imbecis” contra o Judiciário.


"A internet deu voz aos imbecis. Hoje, todo mundo é especialista. A pessoa coloca terno, gravata, um painel falso de livros atrás e começa a falar, desde guerra na Ucrânia até (sobre) gasolina, passando pelo Judiciário, e acaba sempre atacando o Supremo. Coloca uma legenda de 'professor' e se vende como especialista", disse Moraes, durante participação no Congresso Brasileiro de Magistrados, em Salvador (BA).

No discurso, o ministro afirmou ainda que o STF irá “garantir” eleições limpas e transparentes, e destacou o uso da urna eletrônica, alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL). “Em 19 de dezembro, quem ganhar vai ser diplomado. E o Poder Judiciário continuará fiscalizando e garantindo a democracia.”, disse o ministro.

Ministro indicado ainda na gestão Michel Temer (MDB), Moraes tem sido um dos principais protagonistas nas tensões entre Palácio do Planalto e STF. Em agosto do ano passado, o ministro aceitou uma notícia-crime apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para incluir Bolsonaro no inquérito das fake news.

“O pronunciamento do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, se revelou como mais uma das ocasiões em que o mandatário se posicionou de forma, em tese, criminosa e atentatória às Instituições, em especial o STF – imputando aos seus Ministros a intenção de fraudar as eleições para favorecer eventual candidato – e o TSE –, no contexto da realização das eleições previstas para o ano de 2022, sustentando, sem quaisquer indícios, que o voto eletrônico é fraudado e não auditável”, disse decisão de Moraes.

Na acusação contra o presidente, são citados justamente ataques dele e aliados contra o sistema eleitoral brasileiro e às urnas eletrônicas. Na última terça-feira, 10, o ministro unificou a apuração a outro inquérito em curso no Supremo, que investiga milícias digitais que estariam organizando ataques às instituições brasileiras.

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