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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Centrão exigiu mudança de postura de Bolsonaro para manter apoio ao presidente


Mesmo com a vitória nas urnas em 2018, Jair Bolsonaro (PL) constantemente critica o sistema eleitoral e depois de eleito estendeu os questionamentos também para o Judiciário, em especial o Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, após a aproximação com os partidos de centro, o presidente da República amenizou seu discurso crítico e adotou um tom mais ameno.

Se por um lado, Bolsonaro agitava seus apoiadores para ir às ruas e defender o voto impresso meses atrás, por outro, o mandatário tem dito que as chances de fraude nas eleições presidenciais em 2022 são mínimas.

A mudança de postura foi um dos pedidos do “Centrão” para apoiar Bolsonaro nas decisões e, com isso, construir uma parceria até para 2022.

Para não confundir seus apoiadores, o presidente também usou como justificativa a mudança de discurso usando, mais uma vez, as Forças Armadas como base. Segundo ele, as forças de combate vão compor o grupo que vai fiscalizar o pleito.

Mesmo com os ânimos entre os poderes mais apaziguados, Bolsonaro voltou a criticar o ministro do STF Alexandre de Moraes, o que já havia acontecido com mais intensidade durante discurso do feriado de Independência, no último dia 7 de setembro.

Ainda que conte com o auxílio de membros do centrão de partidos como PP, PL e Republicanos para mediar os conflitos, Bolsonaro segue em uma linha tênue entre a posição de conciliação entre os poderes e falas contra o atual sistema democrático que rege o País.

No última dia 9 de dezembro, o presidente concedeu entrevista à Gazeta do Povo e usou a expressão “Eu autorizo”, usada por apoiadores nas últimas manifestações para atentar contra as vias legais definidas pela Constituição.

“Está autorizado a fazer o quê? Quais as consequências? Ficaria dois, três dias nos braços do povo. E depois? Problemas externos, internos”, disse o presidente.

“Em 1967, quando explodiu a luta armada no Brasil, poderia ser quase nada perto do que poderia acontecer no Brasil [hoje]. Há uma luta de poder enorme no Brasil. A esquerda torcia para que eu saísse das quatro linhas [da Constituição]”, afirmou. (Revista Isto É)

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