Banner_head Governo do Estado

Banner_head camara fortaleza

terça-feira, 4 de maio de 2021

Medo? - Ex-ministro Pazuello anuncia que não poderá depor na CPI da Covid; ele alega risco de contaminação por Covid


Alegando que teve contato com pessoas com suspeitas que estarem contaminadas pela Covid-19, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello comunicou à CPI da Covid que não poderá comparecer presencialmente ao seu depoimento, previsto para essa quarta-feira, dia 5.

Pazuello já teve Covid e ficou afastado da pasta por um tempo. Mesmo assim, há risco de reinfecção. Recentemente, o ex-ministro foi visto andando sem máscara em um shopping em Manaus, sendo advertido.

Ele é o nome que esteve por mais tempo no comando do Ministério da Saúde desde o início da pandemia. É apontado como um dos responsáveis pela aceleração no números de mortes no País, causada por uma sequência de erros: atraso na compra das vacinas, indicação de remédios sem comprovação científica, falhas na logística de distribuição de oxigênio, entre outros.

A CPI da Covid do Senado começou a ouvir nesta terça-feira (4), de forma semipresencial, os primeiros depoimentos de ex-ministros da Saúde. Serão ouvidos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, respectivamente, a partir das 10h e das 14 horas.

Ambos estarão presencialmente na sala da CPI e serão ouvidos na condição de testemunhas. Mandetta deixou o cargo ainda no início da pandemia, em meados de abril de 2020. À época, o Brasil registrava 1.924 mortes. Já o médico Nelson Teich, que sucedeu Mandetta, ficou menos de um mês no ministério.

A expectativa é que a primeira parte da reunião de hoje se estenda até a tarde e atrase o horário de Teich. Mandetta responderá, primeiramente, a questionamentos elaborados pelo relator, senador Renan Calheiros (MDB/AL), que tem prioridade para fazer as perguntas e tempo livre para isso. Pelo menos 50 questões foram preparadas pelo senador.

Na sequência, os demais senadores membros titulares, suplentes e até os não membros da CPI terão cinco minutos para fazer perguntas. O depoente tem outros cinco minutos para responder. Para réplica e tréplica serão destinados outros três minutos aos parlamentares. (O Povo)

Últimas notícias