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segunda-feira, 15 de março de 2021

Suspeita de rachadinha: assessores de Bolsonaro sacaram mais de meio milhão de reais


Quatro ex-funcionários do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), quando ele exerceu o mandato de deputado federal, deixaram indícios de participação em rachadinha – esquema quando o assessor parlamentar entrega parcela do salário para o parlamentar. Nesta segunda-feira, 15, o site UOL publicou matéria revelando que os quatro retiraram 72% de seus salários em dinheiro vivo. O quarteto recebeu R$ 764 mil líquidos, entre salários e benefícios, e sacou um total de R$ 551 mil.

De acordo com a matéria, foram identificados saques ao verificar documentos e quebras de sigilos bancário e fiscal da investigação do "escândalo da rachadinha". Os dados financeiros abrangem 12 anos, de 2007 a 2018, período em que esses assessores foram nomeados tanto para o gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) quanto para o de Jair. Dessa forma, é possível saber como movimentaram o contracheque da Câmara dos Deputados.

O intenso volume de saques dos assessores do pai é bastante semelhante aos dos funcionários do filho. O padrão chama atenção porque foi identificado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como parte do método da suposta organização criminosa na Alerj. O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) foi denunciado em novembro passado pelo MPRJ pelo desvio de R$ 6,1 milhões da Alerj, dos quais R$ 4,23 milhões foram obtidos em dinheiro vivo.

Ao menos outros quatro funcionários do gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) sacaram 87% de seus salários em dinheiro vivo. Juntos, eles retiraram um total de R$ 570 mil. O MP-RJ apura se o vereador contratou “funcionários fantasmas” e foi beneficiado por um esquema de “rachadinha”.

O Ministério Público Federal apresentou neste domingo, 14, um recurso contra a decisão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça de anular a autorização de quebra de sigilo bancário do senador Flávio Bolsonaro e outras 100 pessoas. Os ministros consideraram que faltou fundamentação na decisão do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, ao quebrar o sigilo. A decisão foi dada em 22 de fevereiro. Os ministros devem se reunir na terça-feira 16 para julgar o caso. (O Povo)

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