O deputado estadual Moisés Braz (PT) esteve na manhã desta quinta-feira, 21, no município de Independência. Ao lado de representantes do Governo Federal no Ceará, de entidades da sociedade civil, lideranças sindicais e trabalhadores/as rurais, Moisés participou da cerimônia de assinatura dos termos de bolsas dos educandos e educadores das Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) Dom Fragoso e Padre Eliésio, no âmbito do Projeto Dom Helder Câmara III (PDHC III).
Em seu discurso, Moisés defendeu o fortalecimento da sucessão rural, um dos objetivos da terceira fase do PDHC. “Nós só teremos sucessão rural no Ceará quando valorizarmos a nossa juventude, quando trabalharmos uma pedagogia que dê convicção de que a vida no meio rural é melhor, mais segura e mais digna do que a realidade vivida hoje nas periferias das médias e grandes, e até mesmo das pequenas cidades”, afirmou.
O deputado ressaltou ainda a importância da nova fase do Projeto, uma iniciativa que fortaleceu as políticas de convivência com o semiárido nas duas edições anteriores. “Sou deputado estadual, filho dos movimentos sociais. Sou agricultor familiar. Tive a felicidade de participar da primeira etapa desse projeto como sindicalista, quando era presidente da Fetraece. Depois, vieram outras etapas, outros projetos aqui no estado do Ceará, sempre com o apoio dos movimentos e da agricultura familiar, o que me permitiu construir um mandato parlamentar", recordou.
Dom Helder vai beneficiar 90 mil famílias
Coordenado pela Secretaria de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SFDT/MDA), o Projeto Dom Hélder Câmara tem como objetivo contribuir para a redução da pobreza rural e da insegurança alimentar e nutricional na agricultura familiar, bem como das desigualdades de gênero, geração e étnico-raciais por meio do acesso a políticas públicas, inovações tecnológicas e recursos que promovam sistemas alimentares sustentáveis, biodiversos e resilientes ao clima.
Os investimentos são da ordem de R$ 221 milhões, e preveem o atendimento a 90 mil famílias da agricultura familiar em territórios rurais do Semiárido do Nordeste e de Minas Gerais, com um orçamento direto da SFDT/MDA de aproximadamente R$ 221 milhões (US$ 45 milhões), dos quais 77,8% oriundos do acordo de empréstimo junto ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
O acesso ao Projeto Dom Hélder Câmara III é feito de forma descentralizada, por meio de parcerias com organizações públicas e da sociedade civil, as quais são responsáveis por realizar a busca ativa das famílias, grupos e organizações a serem beneficiados, segundo critérios de focalização do Projeto e a adoção de metodologias participativas com enfoque territorial.
São priorizadas as famílias, grupos e organizações em situação de pobreza (perfil CadÚnico), de mulheres, juventudes, povos e comunidades tradicionais, indígenas e de assentados (as) da reforma agrária e do crédito fundiário.
Na terceira fase, o projeto atua em três territórios do Ceará (Cariri, Litotal Leste/Vale do Jaguaribe e Sertões de Crateús), priorizando ações voltadas à segurança alimentar, ao enfrentamento das mudanças climáticas e à promoção da equidade de gênero, das juventudes, dos povos e comunidades tradicionais, da igualdade étnico-racial e da inclusão LGBTQIAPN+.
