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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Ata do PSL mostra que Bebianno era responsável por repasses no partido


Ata de uma reunião da Executiva Nacional do PSL realizada em 11 de julho 2018 mostra que Gustavo Bebianno, então presidente interino da sigla, era o responsável pela distribuição de verbas públicas a candidatos nos Estados durante as eleições.

Eis a íntegra do documento.

"O atual ministro da Secretaria Geral da Presidência de Jair Bolsonaro está no centro de uma crise que envolve candidaturas laranjas no partido.
Bebianno teria liberado R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora, Érika Santos, para deputada estadual em Pernambuco. A candidata teve apenas 1.315 votos".


Segundo o documento, houve uma votação e, por unanimidade, ficou decidido que caberia “ao presidente da Comissão Executiva Nacional do PSL decidir sobre a distribuição dos recursos.” 
A ata formalizou que, “para que o candidato receba recursos do fundo eleitoral, deverá fazer requerimento formal, por escrito, à presidência da comissão executiva nacional”.
A reunião foi realizada em 11 de julho, às 14h, na sede do PSL, em Brasília. Compareceram membros da comissão executiva nacional do partido e foi presidido pelo próprio Bebianno.

ENTENDA O CASO

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada na 4ª feira, Bebianno coordenou 1 esquema com uma candidata-laranja nas eleições de 2018. À época, o futuro ministro era presidente interino do PSL, substituindo Luciano Bivar, então candidato a deputado federal.

Bebianno teria liberado R$ 250 mil de verba pública para a campanha de sua ex-assessora, Érika Santos, para deputada estadual em Pernambuco. A candidata teve apenas 1.315 votos.

Em 6 de outubro, Erika declarou ter gasto R$ 56,5 mil na gráfica Itapissu com material de campanha. Segundo a apuração da Folha, o endereço que constava na nota fiscal e na Receita Federal era de fachada –não tinha máquinas que imprimem em grande quantidade.

De acordo com a reportagem, nos endereços não existiam sinais de que a gráfica tenha realmente funcionado durante as eleições.

A empresa também foi citada na declaração de gastos da candidata a deputada federal Maria de Lourdes Paixão. Segundo outra reportagem da Folha, ela teria sido laranja em 1 outro esquema, este envolvendo Luciano Bivar.

Tanto Maria Paixão como Érika Souza foram escolhidas de última hora pelo PSL para concorrer à eleição. As duas preencheram vagas remanescentes da cota por gênero. A lei eleitoral estabelece que no mínimo 30% das vagas dos partidos devem ser preenchidas por candidatas mulheres e que ao menos 30% dos recursos do fundo eleitoral devem ser direcionados a estas campanhas.

Bebianno negou irregularidades. Ao Globo, disse nesta 4ª feira (14.fev) ter conversado 3 vezes com Bolsonaro e emendou: “Não há crise nenhuma”.

No entanto, o filho do presidente Carlos Bolsonaro publicou em seu perfil no Twitter que Bebianno mentiu ao dizer que tinha falado com seu pai. E divulgou áudio para contradizer Bebianno.
Bolsonaro retuitou os posts do filho.

(Poder 360)

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