A 12 dias do segundo turno, e depois de terminar o primeiro atrás de Flávio Bolsonaro, o presidente Lula tirou da cartola o “Prospera MEI”, um pacote voltado aos microempreendedores individuais.
Timing perfeito ou jogada eleitoral? O programa entra numa fila de ações lançadas recentemente, durante sua campanha de reeleição: reajuste do Bolsa Família, Desenrola 3.0, proibição das Bets e cortes em impostos da gasolina.
Perdão das dívidas tributárias de todos os MEIs inscritos na dívida ativa da União. Atualmente são 3,6 milhões de beneficiados e R$ 12,6 bilhões que vão deixar de entrar no caixa;
Linha do Desenrola 3.0 para comprar dívidas de MEIs, com custo estimado de R$ 6 bilhões. Até o momento, o “Como Funciona” não foi falado;
Pix MEI, com até R$ 5 mil por beneficiário. Um custo estimado de R$ 5 bilhões, sem detalhes, e só começa no ano que vem, ou seja, depois da eleição.
Na conta, são R$ 23,6 bilhões anunciados, boa parte sem qualquer desenho definido, o que gera ainda mais preocupação para o fiscal e as contas públicas.
