quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Crato inicia fase de liberação do Método Wolbachia, tecnologia de controle e prevenção das arboviroses



Pensando sempre no bem-estar da população, a Prefeitura do Crato, por meio da Secretaria de Saúde, vem implantando um novo método para auxiliar no fortalecimento das ações de combate à dengue, Zika e Chikungunya. É o método Wolbachia, tecnologia inovadora e sustentável conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), em parceria com o Ministério da Saúde, e operada pela Wolbito do Brasil.

Antes da liberação dos mosquitos, a equipe da Saúde, em parceria com a Wolbito do Brasil, realizou uma série de ações informativas e educativas em escolas, unidades de saúde, espaços públicos, associações comunitárias, e capacitação com os profissionais de saúde, entre eles, agentes de combate às endemias e agentes comunitários de saúde. Durante as visitas domiciliares, esses profissionais realizaram a pulverização das informações acerca do método Wolbachia, explicando e orientando sobre os benefícios dessa nova tecnologia.

O município conta com um núcleo de produção, o chamado insetário, estrutura própria para o desenvolvimento dos Wolbitos, da fase de ovo até a fase adulta, antes da liberação em campo. O núcleo recebeu as cápsulas com ovos e ração vindas da biofábrica. Em contato com a água, os ovos se desenvolvem até a formação dos mosquitos adultos, que são então distribuídos por veículos em rotas definidas.

Iniciada a fase de liberação dos Wolbitos, que são os Aedes aegyptis com a bactéria Wolbachia, esses mosquitos acasalam-se com os mosquitos locais, passando a bactéria para as gerações seguintes e formando, ao longo do tempo, uma população de Aedes com capacidade reduzida de transmitir essas doenças. A referida fase caminha junto com o monitoramento por meio de ovitrampas, que mede o estabelecimento da Wolbachia em campo.

Inicialmente, nove bairros do Crato recebem os Wolbitos, são eles: Gisélia Pinheiro (Batateira); Centro; Parque Recreio; Vila Alta; Seminário; Franca Alencar; Lameiro; Novo Lameiro; e São José.

Essa fase de liberação tem início após a etapa de engajamento comunitário, período em que a população local recebeu, de forma transparente e responsável, informações sobre a tecnologia e o seu funcionamento. A soltura gradual, prevista para ocorrer ao longo de 26 semanas, é realizada por agentes de campo treinados e capacitados, com liberações controladas feitas semanalmente, por meio de veículos e equipamentos próprios. A expectativa é que, ao longo dos meses, a presença da Wolbachia aumente de forma autossustentável no município.

Presente desde 2025 nas Diretrizes de Controle e Prevenção das Arboviroses, o Método Wolbachia consolida-se como uma ferramenta cada vez mais adotada no país — e é uma grande conquista poder estar presente em cada vez mais territórios.

Sobre o Método

O Método Wolbachia é conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, e operado pela Wolbito do Brasil. A estratégia é baseada em evidências científicas e integra o conjunto de ações nacionais de enfrentamento às arboviroses.

Ele utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a Wolbachia, uma bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos da natureza e que impede o desenvolvimento dos vírus das arboviroses no organismo do mosquito. Ao se reproduzirem, os mosquitos locais transmitem a bactéria para as próximas gerações, ampliando de forma progressiva e sustentável a presença da Wolbachia no ambiente. Com isso, os mosquitos têm capacidade reduzida de transmitir dengue, Zika e Chikungunya.

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