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sábado, 22 de janeiro de 2022

Covid: avanço da 3ª onda em Fortaleza é "explosivo", com aumento de mortes


Ao contrário das anteriores, a terceira onda da Covid-19 em Fortaleza, iniciada em meados de dezembro de 2021, com a introdução da nova variante Ômicron, teve aumento "explosivo". O aumento de casos já se reflete no padrão de mortalidade, embora que em menor intensidade.

Sobretudo nas duas primeiras semanas de 2022, há incremento substancial de casos novos diários. Dados são de boletim epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Fortaleza publicado nesta sexta-feira, 21. O documento alerta que, mesmo menos agressiva, a variante Ômicron tem potencial de causar casos graves, "sobretudo em pacientes não vacinados ou com imunização incompleta".

Na Capital, mais de metade (56,1%) das amostras para diagnóstico de Covid-19 analisadas nos laboratórios da rede pública dão resultado positivo. Taxa se refere ao período entre os dias 14 e 20 de janeiro. Entretanto, apesar do aumento, dados de casos positivos ainda está subestimado principalmente "pela subnotificação e limitação do diagnóstico laboratorial".

"Mesmo com problemas no fluxo de informações e instabilidade dos sistemas nacionais, associados à subnotificação e limitação do diagnóstico laboratorial de casos leves e assintomáticos, a curva epidêmica, que vinha se expressando graficamente como um platô, passou a apresentar inclinação ascendente", detalha o boletim. 

A média móvel hoje (460,3 casos) reflete ainda o retardo da notificação dos casos mais recentes. "Até se considerando a média de duas semanas atrás (823 casos) é possível que os dados estejam muito subestimados, dada a proporção da positividade de quase 60% nos laboratórios de referência', analisa a pasta.

Entre os dias 14 e 20, ocorreram 36 óbitos, com média móvel estimada de 5,1. Com o aumento do índice, as mortes por Covid-19 voltaram a ser consideradas pela SMS um "evento frequente". Considerando o mês de janeiro, houve registro de 82 óbitos causados pela doença. As mortes diárias voltam a aumentar e a média salta de menos de um um óbito por dia em dezembro de 2021, para mais de quatro  em janeiro de 2022.

"Aumento da testagem e da cobertura vacinal com a D3 são, junto com necessidade de se evitar aglomerações e usar máscaras, as estratégias cruciais para se atenuar a transmissão na atual conjuntura", acrescenta a análise. ( O Povo)

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