A ausência das inserções chamou atenção por envolver dois candidatos que integram o mesmo campo político de apoio às candidaturas de Flávio Bolsonaro, na disputa presidencial, e de Ciro Gomes (PSDB), na corrida pelo Governo do Ceará.
O episódio gerou a impressão de falta de sintonia entre as campanhas majoritárias e proporcionais, levantando dúvidas sobre o grau de integração da estrutura responsável pela comunicação eleitoral no Ceará. A avaliação nos bastidores é de que a ausência do material no primeiro dia da propaganda transmite a imagem de que as candidaturas ao Senado não estão sendo conduzidas pela mesma coordenação que organiza as campanhas de Flávio Bolsonaro no plano nacional e de Ciro Gomes no Estado.
A estreia da propaganda eleitoral no rádio é considerada estratégica por permitir o primeiro contato dos candidatos com milhões de eleitores. No Ceará, o programa é retransmitido por mais de 250 emissoras, alcançando praticamente todos os municípios.
Com a falha operacional, Capitão Wagner e Pastor Alcides deixaram de aproveitar minutos considerados valiosos para apresentar suas propostas, fortalecer suas candidaturas e associar suas imagens às campanhas de Flávio Bolsonaro e Ciro Gomes.
A expectativa é que o problema seja corrigido já nas próximas edições da propaganda eleitoral, evitando novos prejuízos à estratégia de comunicação dos candidatos ao Senado.
