Há um pesado clima de incômodo na coligação PMDB–PSC–DEM–PSDC–PRP–PSDB–PR–PTN–PPS ao Governo do Ceará, que tem o senador Eunício Oliveira como candidato ao gabinete número 1 do Palácio da Abolição.
É coisa intestina mesmo, como costuma-se dizer na política e no Judiciário.
O caso é que postulantes a mandatos proporcionais da própria aliança estão se queixando das excessivas aparições de Eunício nos horários que são reservados a eles. Eunício, segundo a denúncia, surge antes, durante e depois dos candidatos a deputado estadual e a deputado federal pedindo ao eleitor votos para os aliados.
Mas, conforme os queixosos, estaria mesmo era pedindo votos para si, ultrapassando as fronteiras de horários, programas e da legislação eleitoral. Ou seja, ocupando irregularmente os espaços alheios.
A situação, porém, não foi levada ao Tribunal Regional Eleitoral pelos incomodados – uma previsível cautela tomada por eles, obviamente.
Foi a coligação adversária que encaminhou petição ao TRE.
E o juiz auxiliar da propaganda eleitoral Ricardo Cunha Porto, após analisar a petição, manifestou-se assim:
(Roberto Maciel - DN)