O MDB decidiu, em convenção nacional realizada nesta segunda-feira (27), adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República, liberando os diretórios estaduais para definir seus apoios de acordo com a realidade política de cada estado. A decisão coloca a legenda na mesma linha adotada por Republicanos, União Brasil e PP, que também optaram por não integrar formalmente nenhuma candidatura ao Palácio do Planalto.
No Ceará, porém, o cenário será diferente. O MDB manterá a aliança com o PT e apoiará a candidatura à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT), integrando a ampla frente política articulada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Educação, Camilo Santana.
Embora houvesse interesse do PT em atrair o MDB para uma coligação nacional em apoio à candidatura de Lula, dirigentes da legenda afirmam que não houve negociação formal, apenas manifestações de interesse por parte dos petistas.
A neutralidade foi apresentada pela direção nacional como uma forma de preservar a unidade do partido diante das diferenças regionais. Enquanto diretórios do Nordeste e parte do Norte tendem a manter alinhamento com Lula, lideranças do Sul, Sudeste e Centro-Oeste defendem posições distintas, tornando inviável um apoio nacional sem provocar divisões internas.
Sem candidato à Presidência, o MDB concentrará sua estratégia eleitoral nas disputas estaduais e na ampliação de sua representação no Congresso Nacional. A legenda lançou 10 candidatos a governador, seis a vice-governador e 20 candidatos ao Senado, com a meta de eleger 50 deputados federais e entre 10 e 12 senadores.
No Ceará, a decisão nacional não altera a composição da aliança governista. O MDB permanecerá ao lado do PT na campanha de Elmano de Freitas.
No Ceará, a decisão nacional não altera a composição da aliança governista. O MDB permanecerá ao lado do PT na campanha de Elmano de Freitas.
