Neste ano, o primeiro longa exibido foi “Apocalipse nos Trópicos” (2025), documentário da cineasta Petra Costa, no dia 17 de janeiro. O documentário que investiga a crescente e complexa fusão entre o fundamentalismo evangélico e a política brasileira, mostra como a teologia apocalíptica impulsiona a influência de líderes religiosos, como Silas Malafaia, na ascensão de figuras políticas como Jair Bolsonaro e os desafios enfrentados pelo governo Lula, tudo isso com acesso inédito aos bastidores do poder e os impactos na democracia. Concorreu ao Bafta (principal premiação da Academia Britânica) na categoria e, no dia 9 deste mês, venceu a estatueta de Melhor Documentário nos Prêmios Platino XCARET 2026, que celebram o melhor da TV e cinema iberoamericanos.
A programação teve continuidade no dia 28 de março, com a exibição de “Thelma & Louise” (1991), dirigido por Ridley Scott, em alusão ao Dia Internacional da Mulher (8 de março). Na trama, a dona de casa Thelma (Geena Davis) se junta à melhor amiga Louise (Susan Sarandon), uma garçonete independente, em uma viagem de carro. A trama discute as formas de reação das mulheres ao assédio, abusos e a crimes variados cometidos pelos homens, celebrando a sororidade em circunstâncias adversas. Considerado um clássico feminista, o longa chegou aos 35 anos em 2026 e foi homenageado nas artes de divulgação do Festival de Cannes deste ano – foi neste que se deu a sua estreia mundial, em 1991.
Já no dia 25 de abril, a atração foi o longa nacional “O Homem de Papel” (1976), de Ezaclir Aragão, rodado em Fortaleza há 50 anos. A trama foca no repórter policial Carlos (Milton Moraes), que forja denúncias sobre tráfico de armas para aumentar sua fama, envolvendo-se em mentiras, perseguições e crimes, perdendo o controle da própria narrativa. A exibição se deu no contexto dos 300 anos do aniversário da capital cearense.
Outros títulos
No segundo semestre de 2025, o projeto contou com quatro títulos clássicos: “A Montanha dos Sete Abutres” (1951), de Billy Wilder (30 de agosto), “Cidadão Kane” (1941), de Orson Welles (27 de setembro), “O Grande Ditador” (1940), de Charles Chaplin (25 de outubro), e “O Homem Que Matou o Facínora” (1962), de John Ford (29 de novembro).
Seja com filmes clássicos ou títulos contemporâneos, o projeto ganha relevância e amplia a atuação da ACI como espaço de discussões relevantes sobre filmes que tratam de questões relacionadas à imprensa ou com forte temática social, no Brasil e internacionalmente.
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