Após a prisão de cinco vereadores em março, no Vale do Jaguaribe, outras seis pessoas foram presas durante a Operação Consorte, deflagrada na manhã desta terça-feira, 5, simultaneamente em municípios do Ceará e em Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais. Investigações dão conta de que organização criminosa movimentou cerca de R$ 500 milhões.
A ação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) foi realizada por 108 policiais federais e civis, distribuídos em 27 equipes operacionais.
Os agentes cumpriram 27 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão, expedidos pela 93ª Zona Eleitoral.
A operação visa a desarticulação financeira de uma facção criminosa atuante em vários estados brasileiros. Os inquéritos apuram crimes de lavagem de dinheiro e delitos correlatos.
Segundo as informações repassadas pela Polícia Federal, “as investigações identificaram um fluxo financeiro superior a R$ 500 milhões de reais, indicando a possível utilização de mecanismos sofisticados para ocultação e dissimulação de recursos ilícitos”.
"A Operação Consorte é um desdobramento da Operação Traditori, deflagrada anteriormente, que resultou na prisão de agentes políticos da região investigada”, acrescenta a PF. (O Povo).
