quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Aprender Viajando em 2026 - Grupo de estudantes de escola municipal de Fortaleza no Cariri



A primeira aula do ano para os estudantes da Escola de Tempo Integral (ETI) Professora Hildete Brasil de Sá Cavalcante, no Mondubim, ocorreu fora da sala de aula e a centenas de quilômetros de Fortaleza. Ao todo, 36 alunos e quatro professores viajaram para o Cariri para vivenciar aulas de campo em pontos históricos, culturais e ambientais da região. O grupo embarcou na quarta-feira (14/1) e retornou no sábado (17/1).

A iniciativa integra o Aprender Viajando, novo projeto da Prefeitura de Fortaleza, realizado por meio da Secretaria Municipal da Educação (SME), que busca ampliar as experiências pedagógicas dos estudantes a partir da vivência prática dos conteúdos trabalhados em sala.

A edição inaugural do projeto, iniciada em dezembro de 2025, beneficiou mais de 1.202 estudantes, sendo 557 dos anos iniciais e 645 dos anos finais do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Idealizado para fortalecer a relação entre teoria e prática, o Aprender Viajando também contribui para a ampliação do repertório social e cultural dos alunos e para a melhoria dos indicadores educacionais da Capital. Todas as viagens são custeadas pela SME, incluindo transporte, alimentação e ingressos.

Uma das professoras que acompanhou os estudantes da ETI Hildete foi Ana Luisa da Silva Freires, docente de Ciências da unidade. Segundo ela, o Cariri foi escolhido por reunir riqueza histórica, cultural e de biodiversidade. “Pensamos em um cronograma que tornasse concreto o que é visto em sala de aula. Um exemplo foi a Trilha do Belmonte, que permite dialogar sobre biomas, diferentes tipos de vegetação e biodiversidade, além de abordar a inclusão, já que se trata da primeira trilha inclusiva da Floresta Nacional do Araripe”, explica."Foi uma ótima experiência. Eu já conhecia o Cariri por nome, mas não pessoalmente. Gostei muito”, relata a estudante Maria Sofia Sales Freitas

A educadora também ressalta os aprendizados que vão além do conteúdo curricular. “Comunicação, organização, disciplina, compromisso e paciência. Para muitos estudantes, essa foi a primeira viagem para um lugar tão distante, o que exigiu o desenvolvimento de autonomia. Foi muito valioso acompanhar esse processo. O Aprender Viajando tem um potencial enorme para aproximar os estudantes da realidade de outras cidades e de diferentes populações”, destaca.

Aluno do 9º ano da ETI Hildete, Ícaro Santos Alves, estuda na unidade desde o 6º ano e define a experiência como “incrível e única”. “Aprendemos muitas coisas que se conectam com o que vimos em sala de aula, especialmente nas áreas de Geografia, Ciências e Cultura. Observamos os relevos do Cariri, o clima mais frio, as vegetações e animais que são únicos em diferentes regiões do próprio Ceará e como a história e a cultura se entrelaçam”, relata.

Para a estudante Maria Sofia Sales Freitas, do 8º ano, também da ETI Professora Hildete Brasil de Sá Cavalcante, o momento mais marcante da viagem foi a visita ao Horto do Padre Cícero. “O que eu já tinha estudado em sala foi a mudança repentina do clima e como ele varia de acordo com os lugares que visitamos. Foi uma ótima experiência. Eu já conhecia o Cariri por nome, mas não pessoalmente. Gostei muito”, conclui.

Sobre o projeto Aprender Viajando

O Aprender Viajando teve início com turmas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, que concluíram as atividades em dezembro do ano passado. Os roteiros incluíram visitas a pontos históricos, culturais e ambientais de Fortaleza, como o Parque Estadual do Cocó, o Parque Ecopoint, o Centro de Formação Olímpica (CFO) e o Museu da Imagem e do Som do Ceará, entre outros equipamentos do patrimônio natural e cultural da cidade.

Para os anos finais do Ensino Fundamental, as atividades seguem até março deste ano, com o embarque da última turma na experiência. Os roteiros incluem viagens a diferentes regiões do Ceará, como a Serra da Ibiapaba, o Maciço de Baturité, o Cariri e o Sertão Central, além de outros destinos indicados pelas próprias escolas.

Nesta primeira edição, o projeto contempla 30 turmas: 15 dos anos iniciais e 15 dos anos finais e EJA. A seleção ocorreu por meio de edital, com avaliação realizada por comissão formada por representantes dos Distritos e da Secretaria Municipal da Educação (SME).

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