quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Alexandre Moraes nega ida de Bolsonaro a hospital; médico da PF constatou ‘ferimentos leves’ no ex-presidente


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a remoção do ex-presidente Jair Bolsonaro para atendimento hospitalar em função de uma queda que ele teve na última madrugada. A decisão foi publicada nesta terça-feira (6).

Moraes se baseou na avaliação da equipe da Polícia Federal. “O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, apontou Moraes no despacho.

Por isso, o ministro disse que não haveria “nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital”. Bolsonaro está preso em uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).

Ele acrescentou que a defesa do ex-presidente, entretanto, foi aconselhada pelo médico particular que o ex-presidente teria direito a fazer exames, “desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”.

Ainda no despacho, o ministro determinou que a defesa indique quais os exames necessários para que “se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário”.

Mais cedo, esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, fez postagem no Instagram indicando que o marido teve uma “crise”. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”.

A ex-primeira-dama lamentou ainda que o atendimento só ocorreu pela manhã desta terça, quando Bolsonaro foi chamado para a visita, às 9h. Essa demora, segundo ela, ocorreu porque o quarto “permanece fechado”.

Michelle acrescentou que Bolsonaro não se recordava “quanto tempo ficou desacordado” e que seriam necessários exames para verificar eventual “trauma ou possível dano neurológico”.

Para a imprensa, o médico Cláudio Birolini, que atende o ex-presidente, disse que Bolsonaro teve um “traumatismo leve”.

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