DA SUPLÊNCIA À CÂMARA
Segundo informações antecipadas pelo jornal O Globo, o imóvel teria sido comprado em nome de uma empresa de fachada, utilizada para ocultar a origem do dinheiro.
Ao disputar as eleições de 2022, Gorete Pereira ficou na quarta suplência da bancada do PL à Câmara Federal e, no ano passado, se filiou ao MDB.
Com o rodízio de parlamentares da bancada do PL do Ceará, ela assumiu no lugar do deputado Yuri do Paredão e passou a exercer o mandato na Câmara. Agora, é alvo da Operação Indébito, desdobramento da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga um esquema nacional de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, considerado o maior escândalo da história da Previdência Social brasileira.
PLANILHAS COM NOME DA DEPUTADA
O ministro André Mendonça afirma, em seu despacho, que os investigadores localizaram planilhas que a citam ao lado de “valores expressivos” que seriam destinados, como propina, para a deputada;
FORTES INDÍCIOS
“Há inúmeros indícios no sentido de sua participação nos crimes perpetrados contra o INSS mediante descontos indevidos nos benefícios previdenciários pagos por referida autarquia”, registrou o ministro.
De acordo com Mendonça, as investigações indicam ainda que a deputada mantinha contatos frequentes com servidores públicos, inclusive com o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, para credenciar junto ao instituto entidades controladas pela própria parlamentar.
CONTA PRÓPRIA
O ministro também apontou “indícios robustos” de que Gorete Pereira recebia, em sua própria conta bancária, vultosas quantias provenientes de empresas de fachada administradas por ela e por familiares. Essas empresas, segundo a investigação, seriam utilizadas para movimentar recursos desviados dos benefícios previdenciários.
A Polícia Federal chegou a pedir a prisão da parlamentar na nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta semana, pedido que contou com parecer favorável do Ministério Público Federal. No entanto, o ministro André Mendonça decidiu não decretar a prisão, optando pela aplicação de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo o ministro, a medida busca evitar que a investigada oculte bens, promova dilapidação patrimonial, atrapalhe as investigações ou continue na prática dos crimes apontados pela Polícia Federal.
(Ceara Agora)
