O período liberado para mudança de partido termina em 3 de abril, em pleno feriado de Sexta-feira Santa. É nesse sentido que os políticos correm para fechar tudo antes do prazo final da janela, que é considerado central na composição das siglas para a disputa eleitoral e altera a configuração da Câmara dos Deputados e de assembleias legislativas em todo o Brasil.
A regra da Justiça Eleitoral é voltada para candidatos eleitos nas disputas proporcionais e que estão em fim de mandato, ou seja, apenas deputados estaduais e federais são contemplados em 2026, enquanto vereadores usufruem do benefício somente em anos de eleições municipais.
Como reforçam lideranças, para além do posicionamento político ou da compatibilidade ideológica, os parlamentares calculam os partidos com potencial de formar chapas mais competitivas e, consequentemente, conquistar mais cadeiras nas assembleias ou na Câmara, a partir da eleição proporcional.
INDEFINIÇÕES NACIONAIS
Um dos casos que ainda deve ter movimentações é o do União Progressista. A federação, registrada oficialmente na última quinta-feira (26), foi protagonista de uma "novela" no Ceará, com uma disputa entre oposicionistas e governistas pelo comando da composição do União Brasil com o Progressistas (PP).
Nessa sexta-feira (27), o ex-deputado federal Capitão Wagner (União) anunciou que foi escolhido para comandar a federação a nível estadual.
Com essa decisão, a agremiação encaminha-se para apoiar a candidatura do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ao governo cearense. No anúncio, o próprio Wagner já adiantou que algumas desfiliações são esperadas. Os deputados federais Moses Rodrigues (União) — que se aproximou do Governo Elmano — e AJ Albuquerque — que presidente do PP no Ceará — são cotados na lista de desembarques.
Wagner fez acenos aos dois, defendendo que eles fiquem na federação e apoiem o nome de Ciro para o Governo do Ceará.
O PontoPoder buscou AJ Albuquerque para entender como o partido vai se comportar daqui em diante, uma vez que AJ é governista e o controle da federação está nas mãos de um oposicionista. Quando houver retorno, a matéria será atualizada.
Já a deputada federal Fernanda Pessoa resolveu não aguardar e optou por trocar o União Brasil pelo Partido Social Democrático (PSD). Confirmada na última terça-feira (24), a mudança deve englobar o grupo político da parlamentar, com o deputado estadual Firmo Camurça (União) e o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (União), também seguindo para o PSD.
Outros casos de mudança na Câmara dos Deputados vêm do PDT. Os parlamentares federais Idilvan Alencar, Robério Monteiro e Eduardo Bismarck já confirmaram a saída da agremiação. Enquanto Idilvan e Robério seguirão para o PSB, Eduardo ainda está em tratativas pelo próximo partido.
(Marcos Moreira/Igor Cavalvante/Diário do Nordeste)
