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| Pedro Albuquerque/Alece |
O evento reuniu entidades de defesa aos direitos da mulher e representantes do poder legislativo de municípios cearenses. A caminhada seguiu ao som do batuque do Bloco Frida Khalo e a chegada na praça contou com a banda Essas Mulheres.
A marcha teve o objetivo de operar como um reforço público de encorajamento para a mulher que está em situação vulnerável, segundo a Procuradora Especial da Mulher da Alece, deputada Juliana Lucena (PT). “Não é só uma marcha. É um grito coletivo, é um grito por todas as mulheres que já foram silenciadas, que já tiveram medo e se sentiram só. E eu quero dizer para elas que vocês não estão sozinhas. Nenhuma mulher merece passar por nenhum tipo de violência”, reforçou a procuradora, que destacou o clima de animação dos presentes.
Sobre a visibilidade de um tema sensível promovida pelo evento, a segunda vice-presidente da Alece, deputada Larissa Gaspar (PT), classificou o momento como uma oportunidade de reflexão e exposição desse problema tão latente. “A marcha é mais um ato pelo fim do machismo, pelo fim da misoginia e de todas as formas de opressão que operam nessa sociedade machista contra a nossa vida”, disse a deputada, que ainda convidou os presentes para o lançamento do Pacto Contra o Feminicídio, que será promovido pela Alece, na segunda-feira (30/03). O evento vai conta com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
Representando o apoio masculino do legislativo à causa, o deputado Marcos Sobreira (PSB) evidenciou as iniciativas da Alece na promoção do evento. “A Assembleia mais uma vez sai da função de legislar e de braço do Poder Executivo, em vários sentidos. A Alece foi pioneira, estendeu as procuradorias das mulheres para câmaras municipais, no intuito de conscientizar e reduzir a violência”, relembrou o deputado. Esteve também presente na marcha o deputado Tomaz Holanda (Mobiliza).
A coordenadora da PEM, Karisia Mara, destacou o processo de interiorização das Procuradorias da Mulher no Estado do Ceará. “Já temos uma política muito forte na Alece no processo de interiorização, pois é uma maneira de ramificar nosso trabalho. Estamos em contato com as procuradorias dos municípios para que a gente consiga fazer um trabalho em rede. A marcha é a culminância desse contato, onde recebemos vereadores, prefeitos, associações e a sociedade de uma forma geral”, pontuou.
A primeira-dama da Alece, Tainah Marinho Aldigueri, também esteve presente na marcha e relembrou que o ato simbólico, embora festivo, representa uma luta por justiça aos casos recorrentes de violência de gênero. “Hoje é dia de marchar por todas as mulheres que foram silenciadas, que não tiveram a chance de continuar, e por todas que vivem ciclos de violência e são sobreviventes. A gente quer que essa marcha continue nos fazendo pensar todos os dias sobre a importância de aumentar a participação feminina nos espaços de poder e como podemos dar voz às mulheres que são vítimas da violência”, ressaltou a primeira-dama.
DENUNCIE
Na Procuradoria Especial da Mulher da Alece, as mulheres vítimas de violência encontram acolhimento e atendimento realizado por uma equipe multidisciplinar formada por assistentes sociais, psicólogas, advogadas e outros profissionais com treinamento especializado. Os atendimentos podem ser realizados de forma presencial, na sede da PEM, localizada na Avenida Desembargador Moreira, 2.930 - A, ou de forma virtual, por meio do Zap Delas (85) 99814.0754.
Para denunciar episódios de violência contra a mulher, disque para a Central de Atendimento à Mulher, número 180.
