domingo, 29 de março de 2026

Mobilização por justiça, igualdade e fim da violência marca 4ª Marcha em Defesa das Mulheres

Pedro Albuquerque/Alece



A Avenida Desembargador Moreira, no bairro Dionísio Torres, foi tomada pela 4ª Marcha em Defesa das Mulheres, iniciativa da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), por meio da Procuradoria Especial da Mulher (PEM). Parlamentares, servidores e entidades parceiras caminharam em defesa dos direitos das mulheres, partindo da concentração, na sede da PEM, até a Praça da Imprensa, mobilização que pediu justiça, igualdade e o fim da violência contra as mulheres.

O evento reuniu entidades de defesa aos direitos da mulher e representantes do poder legislativo de municípios cearenses. A caminhada seguiu ao som do batuque do Bloco Frida Khalo e a chegada na praça contou com a banda Essas Mulheres.

A marcha teve o objetivo de operar como um reforço público de encorajamento para a mulher que está em situação vulnerável, segundo a Procuradora Especial da Mulher da Alece, deputada Juliana Lucena (PT). “Não é só uma marcha. É um grito coletivo, é um grito por todas as mulheres que já foram silenciadas, que já tiveram medo e se sentiram só. E eu quero dizer para elas que vocês não estão sozinhas. Nenhuma mulher merece passar por nenhum tipo de violência”, reforçou a procuradora, que destacou o clima de animação dos presentes.

Sobre a visibilidade de um tema sensível promovida pelo evento, a segunda vice-presidente da Alece, deputada Larissa Gaspar (PT), classificou o momento como uma oportunidade de reflexão e exposição desse problema tão latente. “A marcha é mais um ato pelo fim do machismo, pelo fim da misoginia e de todas as formas de opressão que operam nessa sociedade machista contra a nossa vida”, disse a deputada, que ainda convidou os presentes para o lançamento do Pacto Contra o Feminicídio, que será promovido pela Alece, na segunda-feira (30/03). O evento vai conta com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

Representando o apoio masculino do legislativo à causa, o deputado Marcos Sobreira (PSB) evidenciou as iniciativas da Alece na promoção do evento. “A Assembleia mais uma vez sai da função de legislar e de braço do Poder Executivo, em vários sentidos. A Alece foi pioneira, estendeu as procuradorias das mulheres para câmaras municipais, no intuito de conscientizar e reduzir a violência”, relembrou o deputado. Esteve também presente na marcha o deputado Tomaz Holanda (Mobiliza).

A coordenadora da PEM, Karisia Mara, destacou o processo de interiorização das Procuradorias da Mulher no Estado do Ceará. “Já temos uma política muito forte na Alece no processo de interiorização, pois é uma maneira de ramificar nosso trabalho. Estamos em contato com as procuradorias dos municípios para que a gente consiga fazer um trabalho em rede. A marcha é a culminância desse contato, onde recebemos vereadores, prefeitos, associações e a sociedade de uma forma geral”, pontuou.
A primeira-dama da Alece, Tainah Marinho Aldigueri, também esteve presente na marcha e relembrou que o ato simbólico, embora festivo, representa uma luta por justiça aos casos recorrentes de violência de gênero. “Hoje é dia de marchar por todas as mulheres que foram silenciadas, que não tiveram a chance de continuar, e por todas que vivem ciclos de violência e são sobreviventes. A gente quer que essa marcha continue nos fazendo pensar todos os dias sobre a importância de aumentar a participação feminina nos espaços de poder e como podemos dar voz às mulheres que são vítimas da violência”, ressaltou a primeira-dama.

DENUNCIE

Na Procuradoria Especial da Mulher da Alece, as mulheres vítimas de violência encontram acolhimento e atendimento realizado por uma equipe multidisciplinar formada por assistentes sociais, psicólogas, advogadas e outros profissionais com treinamento especializado. Os atendimentos podem ser realizados de forma presencial, na sede da PEM, localizada na Avenida Desembargador Moreira, 2.930 - A, ou de forma virtual, por meio do Zap Delas (85) 99814.0754.

Para denunciar episódios de violência contra a mulher, disque para a Central de Atendimento à Mulher, número 180.

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