sexta-feira, 6 de março de 2026

Decepcionado e desprestigiado - Danilo Forte pede desfiliação do União Brasil



Poucas horas depois de aparecer ao lado de lideranças nacionais e estaduais do União Brasil no anúncio de apoio ao pré-candidato ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB), o deputado federal Danilo Forte (CE) anunciou, nesta quinta-feira (5), uma decisão que movimenta os bastidores da política nacional: oficializou candidatura independente ao Tribunal de Contas da União (TCU) e comunicou sua desfiliação do partido.

A vaga em disputa no TCU pertence à Câmara dos Deputados e foi aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz.

O rompimento ocorreu após o União Brasil não declarar apoio ao nome de Danilo Forte na disputa interna pela indicação do partido. Inconformado com a falta de definição, o parlamentar classificou a condução do processo como uma “enrolação”.

Durante coletiva de imprensa realizada na Câmara dos Deputados, Danilo Forte assinou o pedido de desfiliação partidária e criticou a postura da direção da legenda.

“Eu não sou do jogo da enrolação. Sou do jogo da ação concreta e do compromisso com a responsabilidade. O partido fez um cronograma, eu tive paciência de esperar a execução orçamentária, tive várias reuniões com a liderança, e mesmo assim não houve uma definição clara. Não cabe a mim continuar nesse jogo de enrolação”, afirmou.

TCU

O deputado já havia manifestado anteriormente o interesse em disputar a vaga no tribunal de contas. Dentro do União Brasil, porém, havia outra candidatura em debate: a do ex-líder da bancada na Câmara, Elmar Nascimento (BA).

Segundo Danilo Forte, a decisão final sobre a indicação acabou ficando nas mãos do presidente nacional do partido, Antonio Rueda, que optou por não declarar apoio ao parlamentar cearense.

Disputa política pelo TCU

O nome defendido pela base governista para ocupar a vaga no Tribunal de Contas da União é o do ex-líder da bancada do PT na Câmara, Odair Cunha (PT-MG).

Nos bastidores da Câmara dos Deputados, um acordo político articulado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria buscado consolidar apoio ao petista em troca do respaldo da bancada para sua eleição ao comando da Câmara em 2025.

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