Cabe na palma da mão, mas entra no SUS para enfrentar um problema que cresceu 118% no Brasil nas últimas duas décadas. As canetas emagrecedoras devem passar a integrar o tratamento de pacientes com obesidade na rede pública, gratuitamente, com indicação médica e critérios definidos pelo Ministério da Saúde.
O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17), durante visita ao novo Complexo Industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG), ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Primeira multinacional farmacêutica de capital 100% brasileiro, a empresa mantém parcerias com o SUS e produz medicamentos distribuídos pelo Farmácia Popular e pela Assistência Farmacêutica.
“Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar de graça das pessoas que tenham obesidade, quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de saúde”, afirmou Lula.
O presidente ressaltou que o acesso deverá ser controlado e pediu responsabilidade na prescrição. “Daqui a pouco vai ter gente distribuindo canetinha para tudo, vai ter deputado jogando caneta para o povo. E a caneta não é assim. Isso é irresponsabilidade, porque a pessoa tem que saber se pode ou não tomar, se vai fazer bem para a saúde ou não.”
PRIORIDADE – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo trabalha para levar o tratamento ao SUS com critérios definidos para pacientes que mais podem se beneficiar, como pessoas com obesidade grave, doenças associadas ou indicação para cirurgia bariátrica.
Um protocolo já está sendo testado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, com cerca de 250 pacientes. A experiência servirá de base para definir quem poderá receber o medicamento e em quais condições. “Queremos a medicação no SUS. Como direito”, afirmou Padilha. Segundo o ministro, as canetas surgiram para o tratamento do diabetes e também podem contribuir no enfrentamento à obesidade e a problemas de saúde associados. “Vamos deixar pronto o protocolo para colocar no SUS no país inteiro de forma responsável”, disse.
