Como vai funcionar: Indicado por Lula, Messias encara primeiro a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde precisa de 14 votos para avançar. Depois, o advogado-geral da União precisará de ao menos 41 votos no Senado para ser aprovado.
Nos bastidores, o governo está confiante. A conta levada ao Planalto fala em cerca de 50 votos garantidos — acima do desempenho de Flávio Dino em 2023. Já a oposição calcula que ele teria dificuldade até para passar dos 35 votos.
Parte dessa tensão passa por Davi Alcolumbre. O presidente do Senado demonstra resistência ao nome de Messias. Por outro lado, se encontrou com o indicado de Lula na semana passada fora da sua agenda oficial.
Já no Supremo, ministros de alas distintas como Gilmar Mendes (ligado ao Centrão), Cristiano Zanin (indicado de Lula ao tribunal) e André Mendonça (indicado por Bolsonaro) têm atuado para que Messias seja aprovado.
A votação será mais um teste da força do governo perante o Congresso meses antes das eleições. Coincidentemente ou não, o governo federal ampliou de forma significativa o volume de emendas parlamentares, liberando R$ 12 bi somente em abril. (The News)
