O candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), apresentou, nesta segunda-feira (7), durante agenda em Jericoacoara, propostas para a gestão dos recursos hídricos do Estado. Entre as prioridades, ele citou a ampliação do abastecimento de água para comunidades cearenses.
“Nós precisamos ter clareza dessa emergência. Nós estamos aguardando, está anunciado já, com forte característica científica, um super El Niño. E todas as vezes que acontece um El Niño, quanto mais um super El Niño, nós temos um colapso na economia rural do Estado do Ceará. O atual governo não tem projeto nenhum pra isso, por isso que eu anuncio esse compromisso, que é o abastecimento de água”, afirmou.
Ciro criticou obras que, segundo ele, estão paradas ou em ritmo lento de conclusão. Entre as citadas pelo candidato estão o Eixão das Águas, o Lago de Fronteiras, em Crateús, e o Cinturão das Águas. “O mais relevante dele é o Eixão das Águas, tá há 16 anos andando e eu vou concluir isso com grande pressa”, afirmou.
Entre as prioridades de Ciro estão a conclusão de outras obras que, segundo ele, fazem “as águas do Ceará andarem” e a retomada do Lago de Fronteiras, em Crateús. “O Lago de Fronteiras, lá no Crateús, tá há sete anos parado. Eu preciso retomar imediatamente porque essa é uma região importante que vai colapsar o abastecimento d'água de uma grande cidade como Crateús”. O candidato citou ainda a conclusão da primeira etapa do Cinturão das Águas e a retomada das demais etapas.
Já para levar água às comunidades, Ciro defendeu a retomada do “sistema de adução, porque os grandes canais levam grandes volumes, mas as pequenas comunidades precisam de fontes locais. (…) Hoje temos um problema em Campos Sales, tá faltando água porque precisa de um poço. (…) Está faltando água em Assaré. Eu fiz o açude de Canoas, o açude de Patativa do Assaré e a CAGECE não consegue oferecer por falta de adução correta. Isso tudo será replanejado e executado com grande prioridade”, explicou.
Para financiar as intervenções, Ciro disse que pretende utilizar recursos próprios do Estado e revisar gastos considerados não prioritários. “O Estado hoje desperdiça milhões de reais. São 777 milhões de reais com publicidade. (...) Não é razoável que se gaste quase 1 bilhão de reais deixando faltar água pras pessoas”, declarou.
