sexta-feira, 11 de março de 2016
FIEC lança cartão FNE
Presidentes de federações de indústrias do Nordeste, Espírito Santo e Minas Gerais e governadores do Piauí, Pernambuco e Ceará participaram nesta quinta-feira, 10/03, do lançamento do Cartão FNE, operacionalizado pelo Banco do Nordeste. O evento foi realizado em Fortaleza pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).
O cartão facilita a vida do empresário, diminuindo a burocracia e o acesso aos recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE). O presidente da FIEC, Beto Studart, ressalta a importância dos recursos para o setor produtivo. "O fundamental é que os recursos do FNE sejam aplicados, efetivamente e de modo menos burocrático, para que possam atender verdadeiramente às demandas do setor produtivo, incrementando o desenvolvimento da nossa região e reduzindo as desigualdades regionais."
"O FNE é uma conquista da região e da sociedade nordestina", afirmou o presidente do Banco do Nordeste, Marcos Holanda. Ele explicou que o FNE foi criado como um compromisso com a região, de oferecer condições diferenciadas de financiamento para as empresas nordestinas. “Nosso compromisso é contratar o financiamento, em todos os setores, de forma homogênea para municípios de todos os estados, eficientemente para empresas e cidadãos, com ética. O cartão dará ainda mais competitividade às empresas e aos negócios”.
A união pela redução das desigualdades da região foi destaque nas falas dos líderes classistas e governadores. Camilo Santana, governador do Estado do Ceará, disse que o cartão é uma iniciativa que vem em um momento muito importante, que anima o setor produtivo ao permitir que micros, médios e grandes empresários se beneficiem. “Nos últimos 10, 15 anos, o nordeste tem sofrido muito, com o aumento de desemprego e redução na economia. É muito importante essa parceria para encontrar os caminhos e soluções para a nossa região".
O presidente da FIEC, Beto Studart, destacou que o objetivo primordial deste momento é promover o desenvolvimento de uma região que historicamente se mantém numa posição de desvantagem econômica, a despeito da extraordinária capacidade de seu povo de pensar, de produzir, de empreender, de gerar conhecimento e de superar adversidades. “Se não fizermos uma precisa intervenção, nossos filhos, netos e bisnetos verão perpetuar essa desigualdade que prejudica toda a sociedade, especialmente aqueles que tem menor condição para superar. Estamos aqui, juntos, portanto, para renovar um importante compromisso que nossa nação firmou na Constituição de 1988, quando criou-se o FNE."