sexta-feira, 3 de abril de 2026

Caso Master - Defesa de Vorcaro quer acelerar delação de olho em liberdade



Os advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, têm pressa em fechar o acordo de delação premiada para tentar um habeas corpus o quanto antes para o banqueiro.

No entanto, segundo apurou o Metrópoles, eles o avisaram sobre as chances serem praticamente nulas de conseguir um perdão total na Justiça mesmo após a colaboração e a confissão de culpa.

A negociação para a delação é dura diante da quantidade de elementos probatórios que cercam o dono do Master e o material que ele terá de apresentar, além da pressão da sociedade diante do caso.

A defesa alertou o empresário de que vai precisar de uma grande colaboração dele para entregar os nomes de todos os envolvidos.

Eles também devem esbarrar na resistência do próprio Supremo Tribunal Federal (STF), pois os ministros tendem a manter a prisão preventiva e determinar que Vorcaro aguarde a sentença na cadeia
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Daniel Vorcaro e Banco Master

O banqueiro Daniel Vorcaro é o fundador e principal controlador do Banco Master, que cresceu rapidamente no mercado financeiro na última década.

O banco atraiu milhares de investidores oferecendo CDBs com juros acima do mercado, chegando a captar cerca de R$ 50 bilhões.

Parte relevante desses recursos era aplicada em ativos de baixa liquidez, como precatórios e empresas em dificuldade, o que aumentava o risco da operação.

A PF identificou indícios de um esquema que incluía emissão de títulos sem lastro, operações simuladas e ocultação de recursos por meio de empresas intermediárias. As suspeitas apontam para uma estrutura organizada de fraude dentro do banco.

Diante da deterioração financeira e de infrações às regras do sistema, o Banco Central do Brasil (BC) decretou, em novembro de 2025, a liquidação da instituição, encerrando suas atividades e marcando o início da fase mais grave do caso.

No mesmo mês, Vorcaro foi preso pela PF no Aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar em um jato particular com destino a Dubai.

Posteriormente, foi solto sob a condição de usar tornozeleira eletrônica, mas acabou sendo preso novamente em março deste ano durante uma nova fase da investigação.

As investigações passaram a apontar corrupção de autoridades, lavagem de dinheiro, invasão de sistemas e até planos de intimidação contra jornalistas.

Também surgiram indícios de que Vorcaro mantinha conexões com autoridades do BC, Congresso e Judiciário, o que ampliou o caso para além do âmbito financeiro e o transformou em uma crise de dimensão política e institucional.

A movimentação começou logo após a Segunda Turma da Corte formar maioria para manter a prisão de Vorcaro.

O dono do Master demitiu o então advogado Pierpaolo Bottini, que era contra a delação, e contratou o criminalista José Luís Oliveira Lima, o Juca, especialista em colaboração premiada. (Metrópoles)

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