sexta-feira, 3 de abril de 2026

Federação União-PP: entre idas e vindas, entenda como ficou posição do bloco no Ceará



O impasse sobre o posicionamento da federação União Progressista no Ceará parece ter um desfecho mais claro com a reconfiguração das direções partidárias e a liberação dos filiados para apoiar qualquer candidato a governador nas eleições de 2026.

A novidade foi compartilhada nas redes sociais nesta quinta-feira, 2. O ex-deputado Capitão Wagner fica com a presidência da federação no Ceará e deixa o posto de presidente estadual do União Brasil, que será ocupado pelo deputado federal Moses Rodrigues.

Já o deputado federal AJ Albuquerque continua na presidência estadual do PP.

O rumo da federação vinha sendo alvo de disputa entre a base governista cearense e a oposição. Dentro da federação, Wagner apoia a pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará e conta com endosso do ex-prefeito Roberto Cláudio.

Enquanto Moses e AJ trabalham pela reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). Apesar da liberação dos filiados, a federação ainda pode coligar com algum partido nas eleições deste ano e, assim, destinar boa fatia de recursos e tempo de rádio e TV para propaganda eleitoral.
Liberação de filiados

Nessa quarta-feira, 1º de abril, o PP antecipou a liberação dos filiados do Ceará que concorrerão nas eleições de 2026 para apoiar qualquer candidato a governador do Estado. Já nesta quinta, a federação anunciou que o mesmo é válido para os filiados dos dois partidos.

"Ficam liberados todos os filiados do partido União Brasil e do partido Progressistas que venham a ser candidatos a deputado estadual e deputado federal nas eleições de 2026, no Estado do Ceará, para optarem livremente pelo apoio formal a qualquer candidato ao cargo de governador do Estado, independentemente de alinhamento com eventual candidatura majoritária vinculada à Federação União Progressista".

Na prática, a manifestação de apoio "individual, político ou programático" por parte desses candidatos, "não será considerada infração disciplinar".

A federação estabelece ainda que eventual apoio à candidatura ao Governo do Ceará que não integre a coligação da qual faça parte a federação União Progressista não poderá, em nenhuma hipótese, fundamentar:a dissolução do diretório estadual do partido União Brasil e do partido Progressistas no Ceará;

a intervenção em seus órgãos partidários;

a aplicação de sanções que impliquem prejuízo direto ou indireto às candidaturas proporcionais do partido no referido Estado.

a dissolução do diretório estadual do partido União Brasil e do partido Progressistas no Ceará;
a intervenção em seus órgãos partidários;

a aplicação de sanções que impliquem prejuízo direto ou indireto às candidaturas proporcionais do partido no referido Estado.
Relembre o imbróglio da União Progressista no Ceará

Os primeiros passos para a formação da federação foram dados em março de 2025, com impactos na política cearense antecipados.

No Estado, o União Brasil formava oposição ao governador Elmano. Havia, no entanto, uma maioria de deputados federais da federação apoiando o petista: AJ, Moses e Fernanda Pessoa, que era do União, mas que, nesta janela partidária, migrou ao PSD

Nesse contexto, tem ainda o deputado federal Danilo Forte, que era do União Brasil e foi para o PP. Ele faz oposição a Elmano.

O União Brasil tem também a deputada federal e esposa de Capitão Wagner, Dayany Bittencourt, na oposição. E o PP tem o deputado estadual Zezinho Albuquerque na base. Ele foi secretário de Cidades até essa quarta, quando saiu para ficar disponível para concorrer nas eleições de 2026.

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