quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Mensagens avançam com projetos que fortalecem a valorização do magistério




Aprovada na reunião da Comissão Conjunta de Constituição, Justiça e Educação, nesta terça-feira, 3, na Sala das Comissões, pautas enviadas pelo executivo com duas importantes mensagens que trazem avanços importantes para a Rede Municipal de Ensino. Os Projetos de Lei nº 0025/2026 e nº 0026/2026 visam garantir segurança jurídica e melhores condições de trabalho para os profissionais da educação de Fortaleza.

Segundo o Projeto de Lei nº 0025/2026 altera o Estatuto do Magistério (Lei nº 5.895/1984) foi apresentado para corrigir uma lacuna histórica sobre o tempo de serviço dos profissionais. A nova redação garante que professores, supervisores, orientadores e técnicos em educação tenham o tempo de serviço prestado em qualquer órgão vinculado à Secretaria Municipal da Educação (SME) contabilizado para fins de redução de carga horária. O objetivo é promover equidade, reconhecendo que a atuação desses profissionais em funções administrativas ou técnicas da SME é fundamental para a qualidade do ensino público.

Já o Projeto de Lei nº 0026/2026 institui oficialmente o Planejamento Domiciliar Docente (PDD). A medida reconhece que o trabalho do professor ultrapassa os muros da escola, englobando a preparação de aulas, correção de avaliações e pesquisas pedagógicas.

Principais pontos do PDD:Carga Horária: Destinado a atividades extraclasse, que correspondem a 1/3 da jornada semanal.

Flexibilidade:

Permite que até 4 horas semanais desse tempo sejam cumpridas em ambiente domiciliar.

Garantias:

Fica vedada a convocação do professor para atividades presenciais (como reuniões ou substituições) durante o período reservado ao planejamento em casa.

Atividades Inclusas: Elaboração de conteúdos, alimentação de diários eletrônicos, registro de notas e atualização de metodologias.

Tramitação em Urgência

Ambas as matérias foram enviadas pelo executivo com pedido de Regime de Urgência, justificando o relevante interesse público e a necessidade de fortalecer a trajetória funcional dos servidores.

As propostas agora seguem para votação em plenário. Se aprovadas, a SME terá o prazo de 90 dias para regulamentar os fluxos de registro das atividades domiciliares por meio de ferramentas digitais, buscando a desburocratização do processo.

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