sexta-feira, 1 de junho de 2018

Pedro Parente pede demissão da Petrobras


O presidente da Petrobras, Pedro Perente pediu demissão do cargo na manhã desta sexta-feira, 1º, conforme o portal G1. Demissão ocorre após 11 dias da greve dos caminhoneiros em todo o Brasil, que culminou, também, na greve dos petroleiros, iniciada na quarta-feira, 30.
Parente é uma indicação do PSDB para o comando da Petrobras, e ao longo da crise provocada pela greve, foi colocado em segundo plano das decisões tomadas pelo governo Michel Temer. 
Em comunicado, a estatal informou que a nomeação de um CEO interino será avaliada ainda hoje pelo Conselho de Administração. A diretoria executiva permenece a mesma.
De acordo com o Estadão, o executivo se reuniu com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto. O encontro acontece após o anúncio do governo de medidas com custo de R$ 13,5 bilhões para bancar a baixa do diesel. Ação ocorreu para encerrar a greve dos caminhoneiros.
No comando da estatal desde maio de 2016, substituindo Ademir Bendine, Parente foi ministro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, entre 1999 e 2002, passou pela Casa Civil e depois no Planejamento.
Ele chegou a negar intenção de deixar o cargo na última sexta-feira, 25.

Carta a Temer
Em carta ao presidente Michel Temer, Pedro Parente diz que deixa uma "empresa com reputação recuperada", mas lamenta o atual cenário do País. "Tenho refletido muito sobre tudo o que aconteceu. E, diante deste quadro fica claro que a minha permanência na presidência da Petrobras deixou de ser positiva e de contribuir para a construção das alternativas que o governo tem pela frente", diz o texto.