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sábado, 11 de março de 2017

Câmara Municipal de Juazeiro discute demandas das mulheres em audiência pública



A sessão aconteceu na sexta-feira, dia 10.

A Câmara de Juazeiro do Norte promoveu, ontem (sexta-feira, 10), um debate com os principais movimentos de mulheres na tentativa de elaborar propostas de melhorias nos serviços públicos direcionados às mulheres. O evento foi alusivo ao Dia Internacional da Mulher.  As dependências do Palácio Floro Bartolomeu estiveram lotadas e a audiência foi uma das mais representativas realizadas pela Casa nos últimos anos. Entre tantas demandas, o principal foco dos debates foi a questão da violência de gênero, que ainda representa a grande preocupação dos segmentos, uma vez que ela só cresce.
Verônica Isidório, representante da Frente de Mulheres de Movimento apresentou várias demandas, ressaltando haver um despreparo dos poderes públicos no atendimento às mulheres vítimas de qualquer tipo de abuso. Segundo ela, é necessário que haja uma adequação dos servidores que lidam diretamente com esse público, um aumento nos investimentos relacionados à implantação de serviços voltados para as áreas de saúde, educação e assistência social. Além da necessidade de outras políticas de investimento.
A comunicadora Célia Rodrigues, membro da Frente de Mulheres, alerta que a base de tudo é o respeito às pessoas, aos direitos. Ela lembra também que Juazeiro já possuiu uma Casa Abrigo e que ela foi abandonada pelo poder público e hoje encontra-se destruída pelo tempo.
Verônica Neves, do Grupo de Valorização Negra do Cariri (Grunec), afirma que é preciso ter coragem para lutar em meio ao descaso dos Governos que não incluem os negros, principalmente mulheres, em suas políticas de investimento. Existe a Lei 10.639, que trata da cultura africana dentro das escolas, mas que só é lembrada no dia da Consciência Negra. Para ela, os direitos das mulheres negras não sai do papel.
A Presidente do Conselho Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT), Brenda Vlasak, levanta a problemática do preconceito enfrentada diariamente pelo segmento LGBT dentro das escolas.
De acordo com o presidente da Câmara, vereador Gledson Bezerra, a Secretaria de Segurança do Estado precisa disponibilizar um número de uma Assistente Social como plantonista para atender as mulheres em situação de violência, que não dispõe desse atendimento especializado nas delegacias e que acabam sendo mais constrangidas que acolhidas na segurança pública.
A contribuição da Câmara
O vereador Capitão Vieira destaca a grande participação dos órgãos que foram convidados e se dispôs a fazer articulações para a criação de serviços e acompanhamento das demandas na Casa.
A Câmara tem a intenção de criar um balcão de atendimento, um Conselho para trabalhar junto com as demais secretarias e órgãos relacionados. Sugere que o Conselho acompanhe as demandas e cobre a solução dos problemas apresentados que muitas vezes ficam somente nos requerimentos. “Vamos tentar resolver, sair dos discursos e resolver efetivamente as coisas”, promete Vieira.
Gledson Bezerra destacou ainda que a audiência foi ouvir as demandas para fazer os encaminhamentos necessários na busca de melhorias nos serviços públicos e da resolutividade rápida dos problemas mais urgentes. Ele declarou que tem a intenção de colocar o que for necessário para funcionar em benefício da população. O balcão de atendimento para receber as demandas, assim como a Comissão sugerida pelo vereador Capitão Vieira estão entre os projetos a serem implantados na sua gestão.
(Assessoria da Câmara)