quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Vereadores do Crato realizam ultimas sessões do ano com projetos polêmicos

Na noite da última segunda-feira (17) e terça (18) aconteceram as últimas sessões ordinárias do ano. Na primeira foi dada entrada em 18 projetos de Lei e resolução para serem votados no dia seguinte. O vereador Amadeu de Freitas (PT) utilizou o grande expediente e registrou o seu protesto por conta do excesso de projetos e pelo fato dos vereadores não terem tido conhecimento prévio das matérias que seriam votadas. O presidente da casa Florisval Coriolano (PRTB) esclareceu que os projetos foram enviados apenas na sexta-feira pelo prefeito municipal e teriam que ser votados nesta semana.

Um dos projetos de Lei causou polêmica, o que cria Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da guarda civil metropolitana, criação do Centro Integrado de Operações e Emergências, além de atribuir aos guardas funções de agentes de trânsito. Amadeu de Freitas apresentou uma emenda para modificar o texto do parágrafo único que dá aos guardas atribuições exclusivas do Demutran. A emenda foi rejeitada porém o projeto aprovado com unanimidade dos votos. O secretário de segurança pública do muncípio Cel. Jarbas Freire esteve presente na discussão e afirmou que o Estatuto Geral das Guardas Municipais prevê as atribuições de agentes de trânsito visto que a quantidade de efetivos do Demutran no Crato é pequena.

Outro projeto que gerou discussão foi o que reajusta o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) já que o município tem uma defasagem com relação aos imóveis de 500% segundo relatou o vereador Bebeto Anastácio (PODE). Jales Veloso (PSB) foi contrário afirmando que a população não aguenta tantos impostos, e considerou o projeto um absurdo já que ano passado, segundo ele, houve um aumento em mais de 20% no IPTU.

Outros projetos de interesse da população também foram votados e aprovados, como é o caso do aumento dos salários dos enfermeiros da rede municipal, extinção do cargo de auxiliar administrativo e emenda a Lei Orgânica que modifica os critérios para a licença dos vereadores. Requerimentos também foram aprovados como o do vereador Thiago Esmeraldo (PP) que solicita a realização de estudos do plano de Cargos e Carreiras para os profissionais de saúde, incluindo insalubridade. Ao término das votações o presidente Florisval Coriolano encerrou a sessão. A partir de agora os trabalhos legislativos entram em recesso para retornar em 2019.

(Assessoria Câmara)