segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Sem Ciro, Cid deve participar de encontro pró-Haddad em Fortaleza

Enquanto o ex-governador Ciro Gomes (PDT) viaja à Europa, o senador eleito Cid Gomes (PDT) vai participar, nesta segunda-feira (15), do encontro promovido pelo governador Camilo Santana (PT), em Fortaleza, em prol da candidatura de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República. A informação foi confirmada pelo presidente estadual do PDT, André Figueiredo, que não deve comparecer à reunião. Segundo ele, outros nomes do partido também não devem estar presentes à reunião. O PDT deliberou por apoio crítico à candidatura petista no segundo turno.
A debandada de lideranças do partido ao encontro, que deve reunir prefeitos, deputados, vereadores, integrantes de movimentos sociais em torno de uma estratégia pró-Haddad, se deve, principalmente, à postura do PDT frente à estratégia petista de isolamento, articulada para desidratar a candidatura de Ciro Gomes. O apoio oficial, no Estado, permanece, mas em tom de protesto.
“O PDT já demonstrou que vai estar com o Haddad mesmo depois de tudo o que foi feito pelo PT para afastar o nosso candidato do segundo turno. Nós não podemos nos omitir, não declarar apoio a ele, uma vez que o adversário representa algo de muito pesado pra nosso País”, afirma o presidente estadual.
André Figueiredo ressalta, porém, que o apoio é mais verbal do que prático. “Nós não vamos nos envolver em coordenação de campanha, nem aceitar qualquer tipo de cargo ou qualquer participação do governo, caso o PT seja o vencedor, porque nós já declaramos que seremos oposição, independente de quem seja eleito. Nosso apoio em relação ao Haddad é muito mais por repulsa ao que o Bolsonaro representa”.
O dirigente pedetista informou que não vai ao encontro desta segunda porque viaja para Brasília para participar de sessão da Câmara dos Deputados na terça (16). “Nós não podemos estar aqui num momento em que, evidentemente, precisamos estar presentes na Câmara porque muitas propostas do atual governo levam o Brasil a uma situação de mais retrocessos”, explica.

(DN)