segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Limitação de recursos afeta propaganda na TV

Além da redução do número de dias de propaganda na televisão em comparação com a última eleição geral, alguns dos cinco candidatos ao Governo do Estado também têm, no pleito deste ano, outro desafio: levar programas ao horário eleitoral gratuito com menos dinheiro. Para
especialistas em marketing político, o novo teto de gastos de campanha e a dificuldade de arrecadação de recursos enfrentada por algumas candidaturas têm, em alguns casos, ido parar na tela da TV, ao influenciar a qualidade técnica e criativa de algumas campanhas.
O desafio, porém, não é o mesmo para todos, e há postulantes que, na avaliação de especialistas, não devem estar gastando pouco em cada peça audiovisual veiculada. De acordo com informações disponíveis na plataforma DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quatro dos cinco candidatos a governador declararam, até o momento, despesas específicas
com propaganda na televisão (ver infográfico).


Os gastos destinam-se a programas com tempos distintos: o governador Camilo Santana (PT), que busca a reeleição, tem seis minutos e 18 segundos por bloco do horário eleitoral gratuito, enquanto General Theophilo (PSDB) tem um minuto e 55 segundos. Já Ailton Lopes (PSOL) tem direito a 17
segundos, Hélio Góis (PSL), a dez, e Francisco Gonzaga (PSTU), a nove.


A diferença de estrutura nas campanhas ca evidente na TV: Ailton Lopes, Hélio Góis e Francisco Gonzaga, até o momento, apresentaram programas compostos, majoritariamente, por textos curtos – reflexo do tempo – falados em frente a uma câmera, em apenas um local. Diferentes deles, Camilo Santana e General Theophilo apresentam propagandas gravadas em mais de um espaço, com inserções de diferentes imagens, falas e outros recursos audiovisuais.
Ao avaliar a qualidade das campanhas apresentadas até o momento, o professor dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade de Fortaleza (Unifor), Carlos Bittencourt, que ministra disciplina de marketing político, avalia que a “diculdade de acesso aos recursos” e a “demora nas denições” de algumas campanhas têm afetado a qualidade técnica e criativa de programas.