terça-feira, 18 de setembro de 2018

Críticas são fruto de preconceito, afirma Eunício

Presidente do Senado e candidato à reeleição, o emedebista Eunício Oliveira disse, em entrevista ao Diário do Nordeste, que os políticos nordestinos sofrem discriminação no Congresso Nacional. O parlamentar afirmou, porém, que, apesar das denúncias que sofreu ao longo da vida pública, nunca foi condenado a nada, o que lhe dá motivos para seguir na carreira política.
Eunício foi o primeiro candidato a senador a participar de uma série de entrevistas veiculadas no telejornal "Diário na TV", da TV Diário, ao longo desta semana, com os cinco postulantes ao Senado mais bem posicionados em intenções de voto na pesquisa Ibope divulgada em 16 de agosto.  O parlamentar também tratou da aliança político partidária com o governador Camilo Santana (PT), seu adversário no pleito de 2014.
"Nós, nordestinos que ocupamos alguma posição, sabemos o quanto é difícil. Temos um ex-presidente preso para não disputar as eleições. Isso talvez tenha acontecido porque ele é nordestino. Não é fácil ser nordestino e ocupar aquela cadeira", disse o senador, referindo-se à presidência do Senado. O emedebista fez, ainda, paralelo entre o que chamou de "Sul maravilha" e o Nordeste do País. "No Interior de São Paulo e Paraná as pessoas são ricas. Aqui, as pessoas ainda passam fome", comparou.
O postulante atribuiu as críticas das quais é alvo no pleito à discriminação por ser nordestino. "Eles tentam tirar daquela cadeira alguém que defende o Nordeste, que defende o Ceará. Alguém que vai procurar o mínimo de equilíbrio. Nunca fui condenado a nada, apenas acusações levianas. Aqueles que queriam tomar o poder do Congresso Nacional, que roubaram recursos do Brasil, para não pegar cadeia acusam as pessoas".
Eunício Oliveira disse ainda que tem utilizado todos os meios possíveis para ajudar o Brasil a ter calma e harmonia, bem como para resolver questões essenciais do Nordeste. Ele afirmou
ser o parlamentar que mais alocou recursos para todos os 184 municípios do Ceará, em pouco mais de 20 meses na presidência do Senado, sem distinguir a cor partidária das prefeituras. "Tendo o prefeito votado em mim ou não, fiz o meu dever de casa, cumpri minha obrigação", enfatizou. "Eu posso até não estar presente nos 184 municípios nesta campanha, mas estarei presente através do trabalho que fiz".
Sobre a aliança com Camilo, o senador relatou que o governador o procurou reclamando de demandas do Ceará que não haviam sido atendidas por diversos órgãos e, desde então, se estabeleceu parceria administrativa que culminou na aliança político-eleitoral deste ano. Os dois têm dividido palanques em busca de votos por todo o Estado.
"Disse para ele (governador) que pelo meu Ceará eu até brigo, e juntamos forças. A gente passou um ano e meio destravando projetos que estavam travados no Congresso". Eunício mencionou a conclusão da Transposição de águas do Rio São Francisco, complementos para a continuidade do Cinturão das Águas e, ainda, a instalação do Centro  Regional de Inteligência.

"Eu e o Camilo tínhamos projetos para administrar o Estado e acho que agora estamos dando um exemplo para o Brasil. Conversamos durante um ano e quatro meses e nunca tratamos de eleições ou sucessão", disse

(DN)