segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Preços de Gasolina e Etanol no Ceará estão em queda

Foto reprodução

O preço da gasolina vem caindo nas últimas quatro semanas no Ceará, quando saiu de R$ 4,534 para R$ 4,390 - redução de R$ 0,144, que significou uma redução de 3,17%. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) avaliam semanalmente o valor cobrado na bomba, direto ao consumidor, e que percorreram 218 postos do Estado.
Movimento semelhante foi observado para o etanol, que saiu de R$ 3,728 para R$ 3,590, no mesmo período. Os R$ 0,138 a menos representaram um recuo de 3,7% no preço ao consumidor, mas, mesmo assim, ainda não é vantajoso abastecer com etanol quando se pode usar gasolina no automóvel. Isso porque o valor do primeiro ainda é maior que 70%do valor do segundo combustível.
A relação, inclusive, só se mostra compensadora nas regiões próximas a polos produtores de cana-de-açúcar, concentrados no Sudeste do País. "Nós, do Ceará, não somos produtores. Importamos o etanol de outro estados, inclusive do Nordeste, de Alagoas e Pernambuco. Isso se faz sentir nas bombas", aponta o consultor de Petróleo e Gás, Bruno Iughetti.
Sobre a baixa nos preços dos combustíveis observada nas últimas quatror semanas no Estado, Iughetti aponta para a queda da demanda como principal motivo do retabelamento pelos proprietários de postos de combustíveis. Quanto ao etanol, ele aponta ainda que o produto se tornou uma das commodities mais valiosas e, atualmente, é mais vantajoso aos produtores do que açúcar. "A tendência, na minha forma de encarar o assunto, é que vamos continuar com esse efeito de redução em função de alguns fatores. Mas o principal deles é a queda da demanda", avalia.
Apostando na competitividade, Iughetti disse acreditar que o movimento de queda nos preços deve continuar nas próximas semanas. "A expectativa é a melhor possível para o consumidor final. Ainda há espaço para mais reduções. Arriscaria dizer que há espaço de redução entre 3% e 4%, em cima dos preços praticados hoje. Vejo isso perfeitamente factível. Agora, tudo vai depender da demanda", pondera. 
(DN)