quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Elevada rejeição de Bolsonaro impõe limite a candidato no segundo turno

Rejeição a Bolsonaro é a maior entre os candidatos

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (22) acendeu um sinal de alerta na campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República. Apesar de já ter consolidado 22% dos votos no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa, Bolsonaro enfrenta elevada rejeição – 39% dos eleitores ouvidos na pesquisa dizem que não votam nele de jeito nenhum.
Esta rejeição, a maior entre todos os candidatos, já apresenta reflexo na disputa pelo segundo turno, que será no dia 28 de outubro. Bolsonaro perde praticamente em todos os cenários para seus adversários: Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Também perde na disputa com Lula. Ele só vence o petista Fernando Haddad, que pode assumir a chapa do partido caso o ex-presidente Lula seja barrado pela Justiça Eleitoral.
A pesquisa Datafolha aponta, ainda, a percepção de que neste primeiro momento da campanha, o ex-presidente Lula conseguiu ter resultados na estratégia estabelecida pelo PT para dar visibilidade ao seu nome. Com isso, ele acaba sendo o único dos candidatos com uma mudança mais expressiva das intenções de voto.
Mas o roteiro do PT até o momento apresentou um efeito colateral. Quando se analisa o cenário realista da disputa até o momento, sem o ex-presidente, Fernando Haddad não consegue capitalizar os votos lulistas, aparecendo com 4%.
Neste cenário, os votos são pulverizados por todas as candidaturas, com Marina Silva e Ciro Gomes dobrando as intenções de voto.
Com relação a Geraldo Alckmin, a pesquisa explicita uma estagnação do tucano que agora terá que colocar toda a sua estratégia no tempo de televisão.
Já Ciro Gomes terá o desafio de conseguir capturar uma parte mais expressiva do eleitorado lulista.
Não por acaso, quase metade dos eleitores atualmente afirma que não votaria não votaria no candidato indicado por Lula.
(Blog do Camarotti)