quinta-feira, 5 de julho de 2018

PF suspeita que Marun integra fraudes no Ministério do Trabalho


O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou em entrevista coletiva nesta quinta-feira (5) no Palácio do Planalto que ingressará na próxima segunda-feira (9) com representação e queixa-crime na corregedoria da Polícia Federal e na Procuradoria Geral da República nas quais pede apuração de responsabilidades por um "vazamento canalha" do qual diz ter sido vítima.
Na manhã desta quinta, no âmbito de uma nova etapa da Operação Registro Espúrio, o ministro do Trabalho, Helton Yomura, foi afastado do cargo por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. Yomura é suspeito de envolvimento com suposta organização criminosa que, segundo a PF, cobrava pela emissão de registros de sindicatos no Ministério do Trabalho. Ele foi alvo de mandados de busca e apreensão e respondeu a interrogatório nesta quinta na sede da PF em Brasília.
No pedido feito a Fachin para deflagrar a nova etapa da operação, a Polícia Federal também solicitou autorização para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços de Marun, mas o ministro e a Procuradoria Geral da República entenderam que não havia provas suficientes contra ele.
"Vou à corregedoria da PF apresentar meu protesto e exigir providências e queixa-crime em relação a este vazamento canalha, vagabundo, que só tem esse objetivo de eu passar pelo constragimento que estou passando. Tenho familia, tenho vergonha na cara e não aceito que isso se dê desta forma. Vou lutar onde precisar para esclarecer isso", declarou o ministro.
Marun disse que, há 90 dias, recebeu um grupo de sindicalistas do Mato Grosso do Sul que tinham "demandas com relação à atividade sindical".
"O que fiz? Solicitei a uma assessora que acompanhasse esses sindicalistas ao Ministério do Trabalho para que fosse verificado ou não o atendimento das demandas, coisas de rotina que faço com varias questões", afirmou.
O ministro afirmou que vê no "vazamento" uma "conspiração asquerosa" contra o governo e contra o presidente Michel Temer.