sábado, 31 de março de 2018

A uma semana do fim da janela partidaria, 29 deputados federais já trocaram de partido


A uma semana do fim do prazo em que deputados podem trocar de partido, a Câmara já registrou 29 mudanças dos congressistas. É a 2ª oportunidade em 3 anos que deputados têm de trocar de partido sem correr o risco de perder o mandato.
Em 2016, na última janela partidária, como é chamado esse período, mais de 90 deputados trocaram de sigla.
O maior perdedor de deputados foi o MDB: 7 congressistas deixaram o partido e migraram para siglas DEM (4), Pros, PR e PT.
Dos 7 de saída, 5 são do MDB do Rio, fortemente alvejado com denúncias de corrupção.
O ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa Estadual do Rio de Janeiro) Jorge Picciani estava preso até a 4ª feira (28.mar). O ex-deputado Eduardo Cunha continua detido em Curitiba. O ex-governador Sergio Cabral está preso no Rio.
O número representa a debandada de metade da bancada do partido no Estado. Continuam apenas 5 –1 deles o filho de Sergio Cabral, o deputado Marco Antônio Cabral.
O MDB deixou de ter a maior bancada na Câmara. O PT, com 58 deputados, voltou a ter o maior número de representantes. O partido elegeu o maior número de congressistas em 2014 (70), mas perdeu congressistas com as acusações de corrupção das quais foi alvo e com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Crescimento do DEM
O partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), foi o que mais ganhou congressistas, junto com o PSL do recém-filiado Jair Bolsonaro (RJ). Cada 1 dos 2 partidos recebeu 6 deputados.
O DEM chegou a 39 deputados e agora tem a 5ª maior bancada.
O partido elegeu 22 deputados em 2014. Ganhou mais de 10 deputados em 2016 na 1ª janela partidária.
(Poder360)