segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Temer pode perder mais 17 ministros e ser recordista de baixas na pré-eleição

O governo de Michel Temer pode perder até 7 de abril 21 ministros que pretendem disputar as eleições de 2018. É mais que o dobro que o governo de Dilma Rousseff (PT) em 2014 e mais de 4 vezes que o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Temer já perdeu até o momento 2 ministros que deixaram suas pastas alegando que se focariam na disputa de 2018: Ronaldo Nogueira (Trabalho, do PTB-RS) e Marcos Pereira (Indústria, do PRB-SP). Ambos devem se candidatar a uma vaga na Câmara dos Deputados.
São dadas como certas as saídas de outros 11 ministros. Quatro deles concorrerão a uma vaga na Câmara: Mendonça Filho, da Educação, Osmar Terra (MDB-RS), do Desenvolvimento Social e Agrário, Raul Jungmann (PPS-PE), da Defesa, e Ricardo Barros (PP-PR), da Saúde.
Os candidatos ao pleito de 2018 devem respeitar o prazo de desincompatibilização. Ou seja, 6 meses antes da data da eleição (7/4), precisam deixar seus cargos.
Estão cotados para concorrer ao Senado os ministros Maurício Quintella (PR-AL), dos Transportes, Leonardo Picciani (MDB-RJ), do Esporte, Marx Beltrão (MDB-AL), do Turismo, e Sarney Filho (PV-MA), do Meio Ambiente.
Outros três ministros devem sair por causa das disputas ao governo dos Estados: Helder Barbalho (MDB-PA), da Integração Nacional, e Fernando Coelho Filho (PSB-PE), Minas e Energia, querem concorrer ao cargo de governador. Gilberto Kassab (PSD-SP), das Comunicações, tem afirmado em entrevistas que aceitaria o cargo de vice em uma chapa encabeçada por José Serra ou João Doria ao governo de São Paulo.
Quase certo
Outros três ministros têm destino quase certo: Henrique Meirelles, da Fazenda, não cravou a candidatura, mas cada vez mais adota o discurso de candidato ao Planalto pelo PSD.
Moreira Franco (MDB-RJ), da Secretaria de Governo, e Luislinda Valois (sem partido-BA), dos Direitos Humanos, são nomes possíveis para concorrerem a deputado federal.
Blairo Maggi (Agricultura), Dyogo Oliveira (Planejamento) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores) são nomes incertos. Maggi ainda sonha em ser candidato a vice-presidente pelo PP em uma chapa. O partido chegou a tentar uma aproximação com o PSDB para viabilizar a dobradinha com Geraldo Alckmin. Dyogo Oliveira é sondado para uma vaga na Câmara, enquanto Aloysio analisa se terá condições de tentar a reeleição ao Senado.
(Poder360)