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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Discurso conciliador de Eunício indica possibilidade de aliança com governador Camilo Santana

No encontro em Massapê, Eunício diz querer o bem do Ceará. 

Ao discursar no sábado (26), durante o Encontro Regional do PMDB e partidos aliados, o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira usou um discurso moderado e conciliador. Eunício disse que faz política com amor e com o coração e não guarda ressentimento, nem rancor pela críticas que recebe pelo resultado adverso das eleições de 2014. O tom moderado foi entendido pelos presentes ao encontro como uma sinalização para possível aliança com o Governador Camilo Santana. "Não serei laranja de ninguém. Vou disputar o Governo do Estado se o povo do Ceará quiser", disparou.
Para muitos ali presente, o recado dado pelo senador foi para aqueles, que o querem disputado o governo em 2018, sem se importar com o Estado do Ceará. "Para isso acontecer, a oposição terá de ser unificada", disparou.
Eunício tem divergências políticas com o governador Camilo Santana por este ser considerado do grupo político do ex-governador Cid Gomes, mas mesmo assim recebe o governador na presidência do Senado em Brasília. "O cearense é um povo inteligente. Sabe separar as coisas, Em quase oito anos no Senado e agora na presidência do Congresso, nunca vim aqui para entregar ou inaugurar obras, mas sempre me dispus a trabalhar pelos cearenses, ajudando a todos os prefeitos e deputados que me procuraram, sem olhar pra qual partido pertence. O Ceará é o maior bem de todos", afirmou ao blog.
Segundo pessoas ouvidas pelo blog em Massapê no final de semana passada, essa divergência com o governador também deve ser contida. São conflitos que não impedem de montar nas eleições de 2018 uma aliança entre os três maiores partidos no Brasil: PMDB, PT e PDT. Dos dois lados há ponderações e até rejeição a uma provável aliança. Daí, talvez, o motivo da frase dita mais de meia dúzia de vezes por Eunício no encontro regional de que não seria "laranja de ninguém".
No entanto, nos bastidores, conversas são mantidas, principalmente em Brasília, longe da imprensa estadual e só o tempo dirá se heverá ou não uma concretização dessa linha de entendimento.
Para alguns peemedebistas influentes e próximos do senador, a fala do ex-ministro do Trabalho e atual presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, há cerca de 20 dias, em Iguatu, durante o encontro regional do PDT, nada mais é do que desespero de alguns poucos pedetistas que não querem abrir mão de se lançarem a cargos proporcionais nas eleições do próximo ano. "Essa aliança Camilo-Cid-Eunício não pode ser desconsiderada por todos que querem o bem do Ceará", revelou a fonte.
O núcleo duro da base PMDB-PR-PSDB-SD-PSD e PMB tentam manter de pé a oposição, mas sabem que sem a presença de Eunício, tudo muda de figura. O senador é de longe quem carrega nos ombros, nas costas e no peito a oposição. Por outro lado, o senador sabe o peso que é carregar tudo isso sozinho, como única referência.
Em Iguatu, Lupi declarou que o PDT já tem palanque definido para a reeleição de Camilo Santana com o partido assegurando as duas vagas para senador: Cid Gomes e André Figueiredo.