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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Oposição se reúne-se com centrais sindicais para debater reforma da previdência


Representantes das centrais sindicais e movimentos populares estiveram reunidos em Brasília com parlamentares de oposição, para discutir a unificação da agenda de luta contra a reforma da Previdência. O deputado federal José Guimarães (PT), líder da minoria, destaca a importância da mobilização popular para barrar a aprovação da Reforma da Previdência, bem como da pressão sobre os parlamentares nas suas bases. Para ele a ocupação de Brasília a partir do dia 24, deverá ser prolongada até o dia da votação, prevista para o final deste mês de maio.
“A partir do dia 24 temos que promover uma ocupação lenta, porém segura, de Brasília, porque não dá para vir um dia e passar só um dia. Eles querem votar a PEC na última semana de maio, portanto, terá de ser uma ocupação organizada e prolongada para que Brasília possa tremer”, recomendou Guimarães.
“Penso que é fundamental nós construirmos a unidade política entre as centrais sindicais e os movimentos da sociedade civil para organizarmos a retomada das ruas. Porque, sem as ruas, eles aprovam a Reforma da Previdência (PEC 287/16). A pressão das ruas, a pressão social, será decisiva para derrotarmos essa perversidade, essa desgraça que é a PEC da Previdência”, alertou Guimarães.
Acredita o líder que é necessária também a retomada da pressão popular na base dos parlamentares, nos aeroportos, pedindo, pressionando os deputados para não deixar que eles cometam a perversidade de votar a favor da Reforma da Previdência.
Segundo as centrais, haverá “atividades nas bases sindicais e nas ruas para continuar e aprofundar o debate com os trabalhadores e a população sobre os efeitos negativos (das reformas) para toda a sociedade e para o desenvolvimento econômico e social brasileiro. Uma nova greve geral é uma possibilidade. “Sempre está no horizonte”, disse o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.