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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Lista sigilosa de Fachin cita Lula, Palocci e Cunha, diz jornal

Parte dos documentos relacionados à delação dos executivos da Odebrecht, que ainda está sob sigilo, contém citação ao ex-presidente Lula, o ex-ministro Antônio Palocci e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. O jornal 'O Estado de S. Paulo' teve acesso a essas decisões do ministro Edson Fachin. Os delatores contaram que, para expandir os negócios do grupo em outros países, usavam o nome do ex-presidente Lula como cartão de visitas.
Em alguns desses casos, o ministro Edson Fachin pediu mais informações ao Ministério Público Federal sobre a aplicação da lei brasileira. Em outros casos, o pedido do MPF foi para outras instâncias. Ainda falta decidir se essas investigações vão ser abertas ou não.
As novas revelações também mostram como o departamento de propina da Odebrecht se estendeu a vários países. A empreiteira teria pago mais de R$ 200 milhões, ilegalmente, em obras e campanhas políticas no exterior.
Os delatores mencionaram pagamento de R$ 114,5 milhões em propina na obra do metrô de Caracas, na Venezuela. No Equador, a construção da hidrelétrica Toachi-Pilatón teve propina de R$ 3,1 milhões.
Nas delações, os executivos da Odebrecht também falam de doações de campanha no exterior, negociadas pelo ex-ministro Antônio Palocci (PT).
Ele teria pedido R$ 9,3 milhões para o candidato à presidência do Peru, Ollanta Humala, e R$ 5,3 milhões para o marqueteiro João Santana, pela campanha de Mauricio Funes à presidência de El Salvador.
Os delator relata ainda o pagamento indevido de R$ 15,5 milhões para Emilio Lozoya, ex-presidente da Pemex, a estatal de petróleo do México, e R$ 62 milhões para um ministro angolano não identificado.
Ainda em Angola, outra petição diz respeito à atuação de Lula para favorecer a empresa do sobrinho dele Taiguara Rodrigues dos Santos. Segundo delatores, a empresa Exergia teria sido contratada pela Odebrecht, apesar de não ter experiência no ramo. Delatores também contam que Lula e o hoje governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), atuaram para viabilizar as obras da Odebrecht no Porto de Mariel, em Cuba.
(G1)